Comes & bebes – MINOC, alentejano

Em Ribatejo Cool

Tenho cuidado de no início da crónica referir a certidão de nascimento deste branco acetinado – Alentejano – porque é elegante sem perder firmeza, fresco, de bom palato, guloso quer no conceito de apadrinhador de tem-te-em pé a sós ou no acompanhar cabeça de xara, presunto barranquenho, finas fatias de paio oriundo dos três Alentejos, queijos merendeiros, linguiças, torresmos do redenho, ainda peixinhos fritos vindos da ribeira no tal capítulo do estar em pé junto ao balcão das entradas e dos copos tamaninos e perigosos, bem como a acolitar sopas da panela ou de tomate, gaspachos, espargos e migas num rodopio de comeres do além Tejo.

Se o leitor tiver a sorte de adquirir pelo menos uma garrafa (edição limitada de 1.333 garrafas), perceberá a razão do inusitado nome deste branco a obrigar-nos a pensar em flores de laranjeira, limões, limas e clementinas em virtude dos perfumes que exala, num toque amanteigado a suster o ímpeto da acidez, por isso mesmo a sápido prazer ao ser bebido sem pressas ou empurrões. A produtora labutou e conseguiu honrar a memória da família a provar que a gratidão ainda perdura em muitos cérebros, porque o coração bate e volta a bater quantas vezes de forma inconstante. Não foi, nem é o caso.

Armando Fernandes

Origem – Alentejo. Engarrafado para Rita Conim por Portas de Sta Catarina. Estremoz. Ano de colheita: 2018. Graduação: 12,5º.

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