Bloco de Esquerda lança debate sobre a comunicação social em Santarém

Em Região

A Concelhia do Bloco de Esquerda em Santarém leva a cabo o programa «Bloco de Esquerda Convida…», uma iniciativa que visa estabelecer no concelho uma linha de diálogo permanente entre os seus habitantes, sempre com um tema atual, num formato horizontal onde participam especialistas do tema em abordagem, mas não só.

Para a primeira edição, marcada para o dia 23 de fevereiro, às 16h00, na Casa do Brasil, o Bloco convida os órgãos de comunicação social regional para dialogar sobre os problemas da imprensa local e as possíveis soluções, numa altura em que no distrito encerram-se jornais históricos e outros, para sua sobrevivência, migram para o digital.

“Acreditamos que num tempo em que os populismos se organizam na sombra das campanhas de desinformação, a clareza de um jornalismo sério e rigoroso é fundamental para a salvaguarda da própria democracia”, refere o BE no comunicado de imprensa.

O Bloco refere que o setor enfrenta uma crise na generalidade dos órgãos de comunicação social, com expressão numa brutal quebra de vendas e receitas publicitárias, na escassez de recursos ou na precariedade das suas redações. Por isso, entende que “ao Estado exige-se uma intervenção com vista a assegurar, na esfera das suas competências, condições de sustentabilidade da comunicação social, por um lado, e a sua independência face aos poderes político e económico, por outro”.

O Bloco de Esquerda recorda que apresentou no Parlamento, em sede de discussão do Orçamento de Estado 2020, propostas que visam melhorar o funcionamento dos órgãos regionais. Dentre as propostas, foram aprovadas as seguintes:

  1. Apoio aos órgãos de comunicação social regionais e locais

Passa a ser afeto aos órgãos de comunicação social locais uma percentagem não inferior a 25% do custo global previsto de cada campanha de publicidade institucional do Estado de valor unitário igual ou superior a € 5 000.

  1. Reforço do Orçamento da Agência Lusa

Reforço do orçamento da Agência Lusa em 1,5 milhões de euros, contribuindo para uma imprensa mais livre.

As propostas reprovadas em parlamento são as seguintes:

  1. Criar o Programa de Apoio à Imprensa e Literacia para os Media.

Esta é uma das vias de apoio à imprensa, e deve passar pelo financiamento do acesso gratuito a uma assinatura de jornal ou revista por parte dos estudantes do 12.º ou Ensino Superior. (630C)

  1. Reforçar o porte pago para a imprensa nacional e regional.

Recuperar os níveis de comparticipação, atualmente a 40%, para os níveis registados em 1997, restabelecendo-os a 90%. A medida contribui para sustentabilidade da comunicação social e reforça o incentivo à literacia. (662C).

“Serão as nossas propostas exequíveis? Serão apenas estes os problemas?”, questiona o Bloco de Esquerda, lançando o debate em Santarém, com os profissionais do sector, administradores, directores e jornalistas dos órgãos de imprensa regional.

Desta forma, a deputada Fabíola Cardoso e a Concelhia do Bloco de Esquerda em Santarém organizam esta sessão pública para abordar o tema, pelo desenvolvimento regional, por um Santarém cada vez melhor.

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