Coronavírus: tenham calma s.f.f.!

Em Opinião

O vírus irá continuar a propagar-se pelo país. A prevenção e a serenidade são necessárias para diminuir a sua propagação!

As reações emotivas espontâneas e pró-pânico são frequentemente consequências de agravamento de problemas e, às vezes, de tragédias.

Isso voltou a acontecer agora em Itália. Diz o jornal Público de dia 9:

No sábado, já a informação de que o Governo se preparava para fechar parte do Norte de Itália até 3 de abril tinha chegado ao Corriere della Sera, que deu conta da informação, levando milhares de pessoas a tentarem rumar ao Sul antes do isolamento, enchendo as estações de comboio e as autoestradas”.

O que se passou foi que a fuga de informação levou muitas pessoas a tentarem escapar, provocando o efeito contrário daquilo que o decreto pretende conseguir”, disse o especialista em microbiologia e virologia Roberto Burioni, citado pelo Guardian”.

Consequência: as pessoas que assim agiram ajudaram, involuntariamente, a espalhar a epidemia do vírus com as suas reações emotivas espontâneas e pró-pânico.

Outros exemplos têm sido a corrida aos hipermercados, como se a produção mundial acabasse amanhã, ou a corrida às máscaras – apesar da desvalorização destas nesta fase.

Na minha opinião, a Direção-Geral de Saúde tem sido racional e suficientemente elucidativa. Devemos seguir as orientações da DGS e ter confianças nelas.

São frequentes os boatos de pessoas contaminadas. Quantos mais boatos, do diz que disse, pior. Há um jogo sobre dinâmica de grupo em que uma frase é dita a uma pessoa, essa depois diz ao ouvido de outra e assim sucessivamente. Quando a última pessoa diz a frase em voz alta ela não tem nada a ver com a frase inicial.

Assim, boatos sobre pessoas suspeitas passam rapidamente a pessoas contaminadas, pessoas em quarentena ou isolamento ainda pior e assim o alarme social progride descontrolado.

Não há solução, há que ter confiança no Serviço Nacional de Saúde e na sua orientação médica.

Reparem agora: é o SNS e não o sistema privado de saúde que é o pilar do socorro e da saúde pública!

Percebam, mais uma vez, quanto mais importante é fortalecer a saúde pública e não a privada. Percebam, mais uma vez, como é importante aumentar as dotações financeiras do Orçamento de Estado ao SNS (neste, o governo aceitou a exigência do BE de +800 milhões €) para que o SNS tenha instalações, valências e capacidades para a defesa da saúde de cada pessoa e de todas as pessoas.

É como aquele velho lema: “um por todos e todos por um”!

E tenham calma!

Vítor Franco

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