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Associação de Produtores de Plantas e Flores faz balanço positivo da feira Lusoflora 2020

Em Empresas

A Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais faz um balanço muito positivo da 33.ª edição da Lusoflora, cujo objetivo foi destacar a importância da criação e melhoria dos espaços verdes, como estratégia de adaptação às alterações climáticas e melhoria do meio ambiente e bem-estar das populações.
“Congregar num só espaço a produção e o poder decisório é fundamental para o futuro do setor e a Feira afirmou-se uma vez mais, como o principal evento do mercado da horticultura ornamental e a grande montra da melhor produção nacional, reflexo do seu dinamismo e modernização”, refere a Associação em nota à comunicação social.
O secretário de Estado da Agricultura, Nuno Russo, inaugurou o certame e reforçou a importância do evento num setor que tem vindo a crescer ao nível da produção e volume de exportações, adianta a Associação, salientando que estiveram ainda presentes o Diretor Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo, José Nuno Lacerda Fonseca, o Diretor Adjunto, Rui Hipólito, o Diretor da DGAV , Fernando d’Almeida Bernardo, e o Presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves.

Realça o saldo positivo na participação de expositores e área ocupada pelas empresas que apostaram no certame para a divulgação de produtos e serviços. Com cerca de 30% de empresas novas nacionais e internacionais, para além das empresas presentes nas anteriores edições, registou-se ainda um aumento de visitantes e área de exposição como tem vindo a acontecer nos últimos anos.
Destaque ainda para a Conferência “Cidades Verdes e Floridas – Cidades Sustentáveis” que abordou as questões de estratégia sustentável para as áreas verdes urbanas e periurbanas e que decorreu no dia 28 de fevereiro.
Contou com a presença do Presidente da Associação Nacional de Coberturas Verdes, Paulo Palha, que salientou a importância das coberturas verdes, e os inúmeros contributos que podem dar para que seja possível criar territórios urbanos saudáveis, sustentáveis, biodiversos e resilientes.
Do Turismo de Portugal, Leonor Picão falou da Estruturação e Sustentabilidade da oferta turística, e o Vereador Altino Bessa do Município de Braga, deu o testemunho desta cidade como a 1.ª cidade portuguesa na Green City Tool, a nova plataforma de avaliação e comparação de medidas de sustentabilidade adotadas pelas cidades da União Europeia. O Presidente da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas, Jorge Cancela abordou o tema “A cidade em transição. Da destruição a bastião da biodiversidade, de problema a solução das alterações climáticas, de consumidor a produtor alimentar”. A Conferencia terminou com a Mesa Redonda ” Plantas em espaços públicos: Plantas autóctones x Plantas melhoradas- Várias perspetivas”.
Um momento de reflexão e debate no qual os participantes concluíram que: As plantas autóctones e melhoradas devem ser vistas como complementares em espaços públicos; Devemos ter cuidado com espécies com potencial invasor; Todas as plantas a aplicar em espaço público devem ser provenientes de viveiros devidamente registados; Se devia criar um grupo de trabalho no seio do Ministério da Agricultura com todos os intervenientes do sector (APPP-FN, DGAV, ICNF, INIAV e APAP) de forma a debater este tipo de temáticas. A APPP-FN vai propor a criação deste grupo, assim como o agendamento dos temas e a sua calendarização.
No dia 29, em colaboração com as associações presentes, realizaram-se workshops que abordaram várias temáticas, nomeadamente as coberturas verdes e os seus benefícios, os jardins mediterrânicos e o clima, passando pela iniciação ao cultivo de plantas carnívoras e montagens e técnicas de reenvasamento em orquídeas.

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