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Covid – Sindicato exige condições de trabalho no comércio e serviços

Em Sociedade

O CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal emtiu um comunicado em que “saúda todos os trabalhadores do comércio e serviços que, com muitos riscos para a sua saúde e bem-estar tudo têm feito para que não falte produtos alimentares nas prateleiras dos supermercados e não faltem cuidados básicos de vida e saúde aos nossos cidadãos“. Para o Sindicato, esta é “uma prova clara de que os trabalhadores deste sector, apesar de muito desvalorizados no dia a dia em termos salariais e nos seus horários de trabalho, são pilar fundamental na crise actual“.

Neste momento em que a palavra de ordem é prevenir contágios, o Sindicato afirma que “é urgente que Governo e patrões olhem para o bem estar dos trabalhadores. As medidas tomadas são ainda muito insuficientes“.

Por isso, o Sindicato exige que se “reavaliem as condições de funcionamento de todas as unidades comerciais, sempre garantindo a protecção e minimização dos riscos de contágio e a salvaguarda do rendimento dos trabalhadores”.

Nas unidades de venda de produtos alimentares, o Sindicato defende que “devem ser tomadas medidas imediatas de garantia de desinfecção dos espaços e de atribuição de equipamentos de protecção individual do contágio, bem como garantia do cumprimento da lei de limitação dos acessos aos espaços comerciais”.

Devem igualmente ser “tomadas medidas de encerramento de balcões, reduzindo ao mínimo a possibilidade de contacto entre trabalhadores e clientes que continuam a acorrer às centenas a estes espaços”.

Para o Sindicato, “é urgente que nas caixas sejam tomadas medidas que impeçam o aglomerado de clientes junto aos trabalhadores, bem como, medidas preventivas dos trabalhadores nestes postos de trabalho que não estão a ser assegurados. Nalguns casos, nem um metro de distância está salvaguardado quanto mais 2 metros”.

O Sindicato salienta que “estes trabalhadores estão exaustos. As vendas das cadeias de distribuição alimentar nestes dias tiveram subidas de vendas nas ordens dos 350%, há trabalhadores a permanecer nos seus locais de trabalho mais de 8h diárias, demasiado tempo expostos ao risco de contágio“.

Por isso, o Sindicato afirma que “não aceitaremos que as empresas usem a chantagem sobre os trabalhadores para aumentar ainda mais as cargas horárias, retirar dias de descanso ou atribuir prémios aos trabalhadores que não faltem neste período. Estes trabalhadores a quem os patrões desde 2016 recusam negociar a revisão do contrato de trabalho vêm agora propor o pagamento de prémios a quem não falte. No mínimo é uma afronta, num momento em que devemos ser todos solidários com todos”.

No sector social o Sindicato afirma que “não aceitaremos que o encerramento de creches, infantários e atl’s sirva de motivo para chantagem junto dos trabalhadores para alteração unilateral de férias, lay off’s ou ameaças de despedimento“.

Nos lares e apoio domiciliário é fundamental criar as condições para prevenir a exaustão e garantir a todos equipamentos de protecção individual do contágio, salvaguardando os trabalhadores mas também os dependentes a quem estes prestam assistência.

Na hospitalização privada surgem dados que provam a inexistência de equipamentos de protecção do contágio, algumas unidades apenas tomaram medidas de protecção após contágio de alguns dos seus profissionais. Exige-se medidas urgentes, de protecção dos trabalhadores.

É preciso garantir que não haverá quebra de rendimentos dos trabalhadores do sector, conclui o Sindicato

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