Cerimónias fúnebres de Pedro Barroso iniciam-se na quinta-feira em Lisboa e terminam em Riachos

Em Sociedade

As exéquias do músico Pedro Barroso, que morreu na terça-feira, aos 69 anos, em Lisboa, realizam-se na quinta-feira, a partir das 17:00, no Centro Funerário de Santa Joana Princesa, também na capital, informou a funerária. Filho do músico anunciou que após cremação, haverá também cerimónias fúnebres em Riachos.

O funeral realiza-se na sexta-feira pelas 11:00, para o crematório do Cemitério dos Olivais, em Lisboa, segundo a mesma fonte.

Pedro Barroso morreu na terça-feira, num hospital de Lisboa, onde se encontrava internado desde o passado dia 08.

O filho de Pedro Barroso, também músico Nuno Barroso escreveu no Facebook que “se não surgirem mais medidas extraordinárias os horários são estes: Inicio de velório às 17h do dia 19 de março na Igreja de Santa Joana Princesa. Funeral no dia 20 de março às 11h, seguindo para o Crematório dos Olivais. Devido a toda esta situação complexa do vírus e da situação do estado das coisas pedimos precaução e algum cuidado nos contactos.

Meu pai, como alguns sabem não era religioso, e não irá haver um funeral muito normal. Será cremado e depois posteriormente se fará uma cerimónia no Ribatejo, em Riachos, e no concelho de Torres Novas“.

O músico nasceu em Lisboa, em 28 de novembro de 1950, numa família de Riachos, Torres Novas, cidade onde viveu desde a infância e que sempre considerou a sua terra natal.

Com percurso iniciado nos anos 1960, Pedro Barroso revelou-se como músico e cantor, ao grande público, no programa Zip-Zip, da RTP, em 1969, tendo nas décadas seguintes dado centenas de concertos, em Portugal e no estrangeiro, e publicado mais de 30 discos, entre álbuns e ‘singles’.

Intérprete de êxitos como “Menina dos Olhos D’Àgua”, celebrou, em dezembro passado, 50 anos de carreira, com um concerto na localidade.

No passado dia 20 de dezembro, na véspera desse derradeiro concerto, escreveu na sua página oficial, na rede social Facebook: “Sim. Corto a ‘jaqueta de forcado’ amanhã [dia 21], no velho Teatro Virgínia, pelas 21:30 – com testemunho de 600 cúmplices [espectadores]; e quero dizer com isto, que cesso atividade como músico, não me retirando obviamente, nem como homem das ideias, nem das artes, nem das palavras. E da diferença. Não abandono a intervenção crítica, nem a cidadania, pelo menos enquanto o último neurónio mo permitir”.

Pedro Barroso deixou um álbum gravado, “Novembro”, a editar em abril, segundo a discográfica Ovação.

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