O que diz o Medo

Em Opinião

O Medo, não confundir com o Molero, pai do Peida e do Gadoxa, os bons leitores conhecem as façanhas destambilhadas destes dois figurões de mãos de tesoura dos subterrâneos da sociedade alfacinha. A confusão pode irromper nas mentes perturbadas ante a invasão dos «elucidativos» de Marta Temido, uma senhora investida nas funções de Ministra para António Costa não temer a sua sombra, estou pura e simplesmente a referir o que o Medo me disse.

Falou através do inter-comunicador, em voz trémula, receosa, sussurrada começou por me sugerir o comportamento assente na velha fórmula de tomar «caldos de galinha e cautela» porque nunca fizeram mal a ninguém.

O Medo gabava-se de guardar a vinha sem necessidade de outros instrumentos (zagalotes, tiros de sal, ratoeiras, chumbos nos costados dos invasores à procura de bagos de uva), bons tempos esses, presentemente a Senhora sua mãe zomba de já ninguém ter medo do Medo, nem as crianças de fraldas, agora todos fogem do vírus invisível capaz de meter na cama, atarantados os bazófias Trump e Balsonaro, mesmo em casa não nos sentimos seguros, imitamos por força do visto e ouvido nas televisões os nossos avós em vésperas do ano Mil, só que a peste passou e neste ano 2020 já «lerparam» alguns milhares. Desculpem o termo lerpar, o Gadocha utilizava-o a torto e a direito causando grande gozo ao sardónico Dinis Machado que Deus haja.

O Medo também aconselha frequentes lavagens de mãos, na sua toca vozeia – água, água, sabão azul – cada vez que tira um macaco masca – tirado do nariz, na dele sujar o lenço por causa de um macaco seria elevar o macaco acima das canelas, os macacos secos ou húmidos só têm um lugar – entre as peúgas suarentas e as canelas. Por razão de higiene e boa educação, macaco fora, água e o dito sabão…azul.

O Medo levou o Homem a diferenciar a água benta da água que não foi benzida, a presunção levou a que cada um de nós, a tome na quantidade que queira, porém em alturas de pandemia manda a prudência só beber a potável, colocando a presunção à entrada da porta do mesmo modo que colocamos os sapatos usados nas curtas saídas ou pequenos passeios. Não esqueço: cautela…!

Armando Fernandes

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