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Confederação de Associações de Pais critica constitucionalistas que contestam ensino à distância

Em Educação

“Quando se está continuamente do lado do problema e nunca do lado da solução, seremos sempre um país adiado ou mesmo hipotecado. Só agora alguns constitucionalistas perceberam a desigualdade existente no sistema de educação?”, comenta a Confederação Nacional de Associações de Pais a propósito da notícia do Público “Ou Governo muda modelo do ensino à distância ou põe em causa a Constituição, alertam constitucionalistas”.

A CONFAP refere que “a falta de recursos nas escolas, os profissionais ausentes que geram gritantes desigualdades aos alunos, as situações do ensino especial (escola ainda não inclusiva), o abandono e o absentismo, as crianças em perigo todos os dias, a qualidade (ou não) da alimentação, as diferentes e desiguais vias de ensino e os diferentes modelos de avaliação, as famílias que não têm o mínimo necessário para proporcionar aos seus filhos o essencial na educação, mesmo com a ASE, tanto que contribui para a iniquidade e para a injustiça entre as crianças e os jovens, e até aqui não vimos outra preocupação pela inconstitucionalidade“.

“É uma aberrante falta de respeito, é, diríamos, intelectualmente desonesto, para com todos aqueles profissionais que continuam a dar o seu melhor, a ultrapassar os seus limites para nos possibilitarem, enquanto sociedade e comunidades, viver o mais tranquilamente possível nas difíceis condições em que vivemos esta pandemia. Profissionais que apesar das diferentes e difíceis condições em que se encontram não desistem“, comenta a CONFAP.

“Na área da saúde (médicos, enfermeiros e Assistentes Operacionais e outros técnicos de saúde), nos transportes e no comércio, profissionais que nos proporcionam o essencial para estarmos em casa, na segurança e tantos outros profissionais que sem se queixarem continuam a tentar, continuam o esforço de cada um para minimizar os efeitos negativos e os sacrifícios que, obviamente, nos atingem a todos. Sim porque esta luta é de todos, mas vencê-la depende da vontade de cada um, em toda a amplitude da atividade social, educativa e económica“, refere a CONFAP.

“Se fossemos, sem o necessário senso e pensamento critico, considerar ponderadas as apreciações da notícia referida, então só a atividade da Educação, tão essencial ao desenvolvimento das sociedades, pareceria não ter capacidade para continuar. Mas não é verdade, muitos, diretores, professores, alunos e famílias, autarcas e Associações de Pais e também no ME, estão empenhados em fazer a diferença. Vamos conseguir e, tal como já o fazíamos no modelo presencial, vamos conseguir focados na equidade e na justiça em construção de verdadeiras oportunidades para todos. E não deixamos de estar conscientes, sim melhor do que ninguém temos essa perceção, que haverá sempre algum nível de desigualdade”.

“Não seriamos dignos dos nossos filhos nem dos nossos alunos se não empreendêssemos para lhes dar o melhor possível. Não seriamos dignos de todos os que estão arduamente a trabalhar para nos manterem seguros, se não fizéssemos a nossa parte”, conclui a CONFAP.

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