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Sindicato denuncia falta proteção para trabalhadoras de refeitórios dos hospitais do Médio Tejo

Em Região

O Sindicato dos trabalhadores dos restaurantes acusou hoje a empresa ITAU de violar o plano de contingência da covid-19 e colocar em risco as trabalhadoras dos refeitórios e bares dos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul afirma que as trabalhadoras do ITAU – Instituto Técnico de Alimentação Humana que servem as refeições a doentes e profissionais de saúde no Centro Hospitalar do Médio Tejo (que abrange os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas), no distrito de Santarém, estão sem equipamentos de proteção individual.

O sindicato afirma que as trabalhadoras destas unidades “estão com uma grande ansiedade, depressão e o receio de todos os dias virem para estes locais de trabalho, sem condições, sabendo que ao final da sua jornada de trabalho, aquando do regresso a casa, no contacto com os filhos, pais e cônjuges, estão na ignorância de estarem ou não como portadoras do vírus covid-19”.

Segundo o comunicado, aquando da primeira solicitação de equipamentos de proteção individual (EPI – máscaras, luvas, aventais recicláveis), bem como de fardas, álcool ou gel, no início do mês, a empresa concessionária terá considerado “prematuro” e alegou que o seu uso poderia “alarmar” profissionais e utentes “sem necessidade”.

“Aquando da declaração de estado de emergência, consubstanciado na situação de calamidade pública, as trabalhadoras insistiram para que fossem entregues os respetivos EPI e, pasme-se, a resposta dada foi que não tinham produtos (EPI) para distribuir”, acrescenta o comunicado.

O sindicato afirma que a empresa propôs às trabalhadoras solicitarem estes equipamentos ao hospital, por estarem num serviço de apoio essencial, mas que a resposta foi negativa.

“Não é com este tipo de comportamento e irresponsabilidade, da violação do plano de contingência, a ser replicado por outras empresas, que esta pandemia será eliminada”, afirma o sindicato, adiantando que situação idêntica ocorreu nos Hospitais de Portalegre e Elvas (distrito de Portalegre).

Contactada pela Lusa, a empresa não reagiu, até ao momento, à denúncia do sindicato.

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