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Prevenção da Covid-19 – Direção e funcionários do Lar Moçarriense isolados voluntariamente dentro da instituição

Em Sociedade

“Até à data não temos qualquer utente ou funcionária infetada com o Coronavírus, mas para prevenir vamos permanecer todos em isolamento 24 sobre 24 horas”, afirma Mafalda Silva, diretora técnica do Lar Moçarriense.

A prioridade à prevenção da covid-19 no Lar Moçarriense, no concelho de Santarém, levou a direção e os 16 funcionários a decidirem permanecer em completo isolamento com os 22 utentes deste lar privado.

Uma utente foi encaminhada para o Hospital Distrital de Santarém no dia 9 de março, tendo-lhe sido diagnosticada uma infeção urinária. Permaneceu internada duas semanas, fez o teste ao novo coronavírus, que deu negativo. Voltou para a instituição no dia 24, e desde então, está no quarto de isolamento a ser avaliada diariamente. Irá retomar ao seu quarto e rotina normal junto dos outros utentes no dia 7 de abril, disse a diretora da instituição ao Mais Ribatejo.

Tendo em conta as medidas decretadas no âmbito do Coronavírus, foram proibidas visitasà instituição, é realizada uma limpeza e desinfeção mais pormenorizada quer dos espaços, quer dos equipamentos existentes na instituição, assim como “passámos a usar mais algum material de proteção próprio e adequado à situação em causa, afirma.

A rotina no Lar alterna com alguns momentos de lazer,desde o jogo do stop, jogo da teia, ver filmes e até cantar em karaoke. Neste momento, os utentes do lar preparam atividades para o Dia da Mãe .

A ideia de ficar 24 horas sobre 24 horas dentro da instituição, foi uma medida apresentada pelo gerente do Lar à direção técnica. Desde que se começou a falar da quantidade de lares de idosos com utentes e funcionárias infetadas, as preocupações foram crescendo.

“Se o vírus entra no Lar, os utentes ficam em grande risco e eu tenho de fechar a casa. Num instante vai o sonho de uma vida por água abaixo. Temos de fazer alguma coisa” , refere o gerente da Instituição, Nuno Lourenço.

Sendo o período de quarentena de 14 dias, foi pensado fazer 15 dias seguidos dentro da Instituição para baixar a probabilidade de entrada do vírus. Os utentes já não saíam, as famílias e fornecedores foram proibidos de entrar, as consultas no hospital e afins foram canceladas. Só restava o “perigo” das funcionárias entrarem e saírem, afirma Mafalda Silva.

A direção tem plena noção que as funcionárias irão estar privadas da sua vida particular e a nível familiar não será fácil, principalmente para quem tem filhos menores. Contudo, o gosto pela profissão, o receio de ficar sem trabalho e o espírito de solidariedade foi superior e o desafio foi aceite. por isso, a gerência do Lar agradece à equipa a disponibilidade e dedicação .

A diretora técnica deixa um apelo às restantes residências para idosos: “Façam aquilo que puderem e conseguirem para proteger os mais vulneráveis. Só com espírito de sacrifício poderemos ganhar esta batalha”.

Jéssica Vassalo

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