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1.º de Maio, o Dia do Trabalhador e os números da crise

Em Empresas

Para assinalar o dia do Trabalhador, a 1 de maio, a Pordata apresenta os dados estatísticos mais recentes relativos ao mês de março e abril de 2020 sobre o desemprego registado no IEFP, a actual situação das empresas portuguesas e quais as expectativas de sobrevivência das mesmas, o impacto das medidas do Estado de emergência no pessoal ao serviço e no volume de negócios e quais as perspectivas da população sobre a evolução do desemprego nos próximos 12 meses.
Desde 24 de abril que a Pordata tem disponível uma nova área – Números da Crise – com dezenas de indicadores-chave de fontes estatísticas diferentes para melhor analisar o impacto económico e social da Covid-19 na vida dos portugueses desde Março deActualmente a nova área conta com 12 entradas de dados – desde o desemprego, ao clima económico, à confiança das empresas e dos consumidores – e brevemente disponibilizará novos dados sobre: trabalhadores em lay-off, preço do petróleo, a taxa
de inflação, dados sobre actividade turística, etc.


Situação das empresas (semana de 20 a 24 de abril)

1 – O último inquérito semanal às empresas, do Instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal, revela que 16% das empresas fechou temporariamente e 1% definitivamente. Em todos os sectores, mais de 80% dos estabelecimentos mantêm-se em funcionamento (mesmo que parcialmente), com excepção do sector do alojamento e restauração, onde apenas 41% das empresas se encontra nesta situação. Ainda neste sector, 5% das empresas encerrou definitivamente.

2 – Na ausência de medidas adicionais de apoio à liquidez, três em cada dez
empresas não poderá permanecer mais de dois meses em actividade nas
circunstâncias actuais. Em risco de sobrevivência, estão sobretudo as micro e pequenas empresas. No sector do alojamento e restauração, em particular, 29% das empresas diz não aguentar mais dois meses assim e 16% nem sequer mais um mês.
3 – Na última semana, 56% das empresas responderam que a pandemia COVID-19 está a ter um impacto na redução do número de pessoas ao serviço efectivamente a trabalhar.
Mais de 3 em cada 4 das médias e grandes empresas reportam a redução de pessoal.
Por sectores, destaca-se este impacto em 77% das empresas do sector do alojamento e restauração.
Nota: consideram-se nas percentagens as não respostas (não sabe/não responde).

Desemprego (março 2020)

1- Em março de 2020, estavam registados, no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), cerca de 344 mil desempregados, mais 3% do que no mesmo mês de 2019 (período homólogo). Comparativamente ao ano anterior, desde janeiro de 2019 que não havia tanto desemprego.
Contudo, desde 2007, e comparando os períodos homólogos (março), o valor
registado é dos mais baixos: em março de 2013, o número de desempregados inscritos no IEFP foi mais do dobro, atingindo cerca de 734 mil pessoas.

2 – O número de novos desempregados inscritos no mês de março de 2020 atingiu os 53 mil. Trata-se de um aumento de 34% face a março de 2019.
Comparativamente ao período homólogo, desde março de 2016 que não havia tantos novos desempregados inscritos nos centros de emprego.

3 – O maior contributo para o aumento do desemprego registado no país, entre março de 2019 e março de 2020, veio dos trabalhadores do sexo masculino (+3,7%), com ensino secundário (+11,8%), à procura de novo emprego (+4,5%) e dos inscritos há menos de um ano nos centros de emprego (+12,4%).
Os dados disponíveis para o continente revelam ainda o maior crescimento do desemprego no sector dos serviços (+5,9%). O aumento do número de
desempregados verifica-se, sobretudo, nas atividades imobiliárias,
administrativas e serviços de apoio (+7.626) e de alojamento, restauração e
similares (+4.967). Entre as profissões mais afetadas, estão os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (+3.836) e os
trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (+3.112).


Confiança dos consumidores: perspectivas de evolução do desemprego nos próximos 12 meses

Os portugueses estão cada vez mais pessimistas quanto à evolução do
desemprego. O saldo de respostas extremas ao inquérito aos consumidores do INE mostra que a diferença entre os que acham que o desemprego vai aumentar muito e os que acham que o desemprego vai diminuir muito nos próximos 12 meses nunca se tinha degradado tanto como de março para abril de 2020. É preciso recuar a fevereiro de 2009 para observar expectativas mais negativas quanto ao desemprego.


Sobre Pordata – Números da Crise

Esta nova área, lançada a 24 abril de 2020, reúne dezenas de indicadores-chave de fontes estatísticas diferentes para melhor analisar o impacto económico e social da Covid-19 na vida dos portugueses desde Março de 2020.
Cada indicador é apresentado de forma gráfica, com acesso aos dados em formato Excel. É possível comparar os valores actuais com o mesmo período do ano anterior e com os países da União Europeia, traçar uma evolução dos indicadores desde 2007, ano que antecedeu a última crise económica em Portugal, e saber há quantos anos não se registava um valor igual. Com o objectivo de facilitar o acesso a esta informação estatística, a Pordata pretende a partir desta nova área, divulgar dados referentes ao
mês de março do presente ano em diante, à medida que vão sendo disponibilizados pelas fontes oficiais, relativos a diversos indicadores económicos e sociais.

A PORDATA, projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, é um serviço gratuito de acesso a informação estatística, proveniente de fontes oficiais e certificadas, sobre múltiplas áreas da sociedade portuguesa.

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