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Nova vaga de poluição no rio Tejo, denunciam pescadores, ativistas ambientais e Bloco de Esquerda

“Já dura há quinze dias” diz um pescador de Abrantes, citado numa nota de imprensa conjunta das coordenadoras Distritais do Bloco Esquerda de Castelo Branco, Portalegre e Santarém.

https://www.facebook.com/armindo.silveira.1/videos/3170331346331307/UzpfSTEwMDAwMTQxMDg2Njk3MjozMDY1NTc1MzAzNDk5NDY4/
Rio Tejo, em Abrantes a 8 de Maio, imagem do ativista ambiental Arlindo Consolado Marques

Nesta nota à comunicação social, outro pescador de Arneiro, Nisa, afirma que “ o rio baixou imenso no cais do Arneiro e está abaixo do nível mínimo. Não se vê mais que um metro, os lagostins andam cá por cima.  Esta água castanha é de Vila Velha pois em Salavessa, que é acima de Vila Velha, vê-se o fundo do rio. Em Salavessa e no cais das Portas de Rodão, as ovas  das carpas “vão à vida” pois o rio baixou muito descobrindo o cascalho. Nem arrisco a ir pescar”.

https://www.facebook.com/arlindomanuelconsolado.marques/videos/3061073267283005/
Águas do rio Tejo correm negras em Abrantes. Imagem colhida a 6 de maio em Abrantes, por Arlindo Consolado Marques. “Drone mostra a gravidade da poluição no rio em Ortiga – Mação. Junto a Vila Velha de Rodão, e no cais do Arneiro Niza os lagostins da Luisiana já estão junto ás margens, devido á falta de oxigénio nas águas”.

Ainda segundo a nota de imprensa do Bloco, outro pescador foi ao Ponsul, rio que vai desaguar na margem direita do rio Tejo, na barragem de Cedilho e afirma que “a água está limpa, o problema é a alga azzola”.

Segundo o Bloco de Esquerda, entre o dia 6 e 8 de maio foram recolhidos testemunhos e feitos registos multimédia em diversos  locais tais como no cais do rio Ponsul,  junto ao paredão da barragem de Cedillo, em Perais, em Salavessa, em Vila Velha de Ródão, no cais das Portas de Ródão e do Arneiro, em  Ortiga e no Açude de Abrantes e conclui-se que a coloração castanha da água do rio Tejo tem origem em Vila Velha de Ródão.

O Bloco verificou que o nível da água na barragem do Fratel desceu imenso originando a destruição das ovas das carpas. Esta diminuição do caudal também se faz sentir em Ortiga, Mação e em Abrantes. E a recorrente infestação pela alga azzola cobre parte do rio Ponsul, do rio Sever e do rio Tejo, já em território espanhol estando mesmo a montante da barragem de Alcântara. “Todas estas ocorrências fazem perigar o sustento de imensas famílias, destroem a biodiversidade e envenenam as águas  que têm múltiplas  utilizações ao longo do rio Tejo”, refere o Bloco de Esquerda.

Perante o exposto, o Bloco de Esquerda critica a “inoperância do Ministério do Ambiente e embora,  estas ocorrências se repitam com frequência, as respostas, especialmente da APA, contrariam invariavelmente as exposições dos ativistas ambientais e partidos“.

O Bloco de Esquerda “estranha o silêncio do Ministro do Ambiente e da Transição Energética, assim como de algumas entidades competentes”.

Por isso, o Bloco de Esquerda entende que “é urgente uma pronúncia pública sobre as seguintes questões:

1 – Há ações previstas no sentido de impedir a descida acentuada do nível das águas do Tejo na barragem do Fratel e está identificada a causa desta diminuição de caudal? 

2 – Após o acordo de 2017 entre o Ministério do Ambiente e a EDP, não se verifica um caudal regular do Tejo a partir da barragem do Fratel. Esse Ministério apurou as causas e responsabilidades destas flutuações de caudal?

3 – Pode o ministério clarificar a que está obrigada a Espanha no âmbito da Convenção de Albufeira e como é feita a sua avaliação? A haver, estas obrigações estão a ser cumpridas?

4 – A licença dinâmica de rejeição de efluentes da Celtejo está a ser cumprida?

5 –   Foram realizados testes físico-químicos e biológicos às águas do Tejo, em Vila Velha de Ródão, que despistem a possibilidade da cor acastanhada da água não se dever estritamente aos sedimentos em suspensão?

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