Chega hoje ao fim curso de formação de mais 571 polícias

Em Sociedade

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, preside esta manhã ao ato solene de compromisso de honra dos 571 alunos que concluíram o 15.º Curso de Formação de Agentes. 

Este ano, tendo em conta a situação de calamidade decretada em Portugal no contexto da pandemia covid-19, a habitual cerimónia única de encerramento do Curso e de prestação do Compromisso de Honra é substituída por 37 atos solenes, desconcentrados, a realizar em todo o país.

O ministro da Administração Interna estará presente no compromisso de honra que se realiza na Escola Prática de Polícia (EPP), em Torres Novas, com a presença de 20 alunos. 

O compromisso de honra é um ato público, de acordo com o estatuto profissional do pessoal com funções policiais da PSP. Todas as sessões, que vão decorrer exclusivamente em instalações policiais, contam com um máximo de 20 alunos, e cumprem as regras de afastamento mínimo dos participantes (de 2 metros entre si). Para além das normas de distanciamento social, vão ser utilizados os devidos equipamentos de proteção individual.

Não será ainda permitida a presença de familiares, amigos e convidados. Contudo, todos os momentos serão devidamente documentados em registo fotográfico e audiovisual.

Estes alunos iniciaram o curso em junho de 2019, tendo cumprido uma primeira fase de formação teórica, uma segunda teórico-prática e uma terceira de estágio nas Unidades da PSP. 

Os 37 atos solenes realizam-se na Escola Prática de Polícia, na Unidade Especial de Polícia, no Comando Metropolitano do Porto, nos Comando Regionais dos Açores e da Madeira e nos Comandos Distritais de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Primeiro curso que formou agentes da PSP em cenário de pandemia chega hoje ao fim

Este primeiro curso que formou agentes da PSP em cenário de pandemia chega hoje ao fim e, depois de fazerem estágio num país em estado de emergência devido à covid-19, os novos polícias estão agora “mais preparados” para iniciarem a missão.

Tal como aconteceu em todos os estabelecimentos de ensino, a Escola Prática da Polícia (EPP), em Torres Novas, deixou de dar aulas devido à covid-19 em 13 de março, tendo sido os futuros agentes mandados para a casa para concluírem o resto do curso nas esquadras dos comandos da PSP da área de residência.

Em declarações à agência Lusa, o chefe da divisão de ensino da EPP, intendente António Monteiro, disse que com esta medida se conseguiu evitar cadeias de contágios por covid-19.

“Nesta escola os alunos estão em regime de internato, vêm de todos os pontos do país, vivem na escola e só vão a casa ao fim de semana. Optou-se por mandá-los para as suas residências e depois cumprirem o resto do que estava planeado nesses locais em estágio, que foi único e com frutos até interessantes”, precisou.

O curso começou em junho de 2019 e quando as aulas terminaram em 13 de março faltava uma semana de avaliações e o estágio.

“O que alterou fundamentalmente foi a avaliação, que em vez de ser feita na escola, foi feita nos comandos”, afirmou, acrescentando que o estágio também decorreu de forma diferente, uma vez que estes alunos foram colocados em esquadras numa altura em que o país estava em estado de emergência.

O responsável pelo curso sustentou também que estes novos polícias “seguramente” que saem mais preparados.

“Seguramente saem com um preparação que talvez nós próprios, em termos de escola e da formação, também não estávamos a contar quando o curso começou. O curso está balizado, está devidamente planeado, tem o estágio, eles aprendem a ser polícias, aprendem a conhecer o que é ser polícia e as suas funções”, disse.

No entanto, frisou, “o estado de emergência, o estado de calamidade e as cercas sanitárias” levaram os instruendos “de certeza a praticar, a ter outros conhecimentos e a aplicar outros conhecimentos que lhes vão ser absolutamente úteis” em situações limite e de alteração grave da normalidade.

Segundo o mesmo responsável, não houve “uma alteração substancial” do estágio, que cumpriu com os objetivos.

“Os alunos tiveram a vivência da esquadra, acompanharam um elemento policial no seu dia a dia e nas suas ocorrências, obviamente que a pandemia, o estado de emergência e agora o estado de calamidade veio impor novas regras, veio condicionar a vida de todos os portugueses e veio de facto alterar algumas premissas do estágio”, sublinhou.

Para o chefe da divisão de ensino da EPP, os novos agentes “provavelmente saíram mais reforçados na ótica da anormalidade e na ótica do empenhamento operacional que todos foram alvo em várias situações”.

António Monteiro referiu também que a Escola Prática da Polícia monitorizou e centralizou a informação no que diz respeito aos alunos infetados com covid-19 e em quarentena.

Segundo o mesmo responsável, vários alunos estiveram de quarentena e três ficaram infetados com covid-19, situações que não invalidaram a conclusão do curso com êxito.

“É um curso único pelo que passou, pelas vicissitudes que teve de passar, pela capacidade de adaptação que a Escola Prática da Policia teve que ter para que tivesse o fim que vai ter”, disse, ressalvado que os alunos “não foram prejudicados, nem beneficiados” em relação aos outros cursos.

António Monteiro sublinhou ainda que, pela primeira vez na história da escola, o compromisso de honra e o juramento da condição policial dos novos agentes não vai acontecer com todos os alunos na EPP, mas sim nos comandos do país, numa cerimónia que não contará com mais de 20 instruendos, nem contará como habitualmente com a presença de familiares e amigos.

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