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Comes & bebes – Vinho

Em Ribatejo Cool

Para Patrícia Mateiro

A pandemia obrigou-nos a alterar hábitos e consumos, por isso mesmo, segundo notícias não desmentidas o período da quarentena originou grave quebra no consumo de vinho, por esta maléfica evidência leva-me a escrever sobre o filho da videira assim lhe chamava o notável poeta Anacreonte, por seu turno Isidoro deixou escrito que a palavra vinho derivava de vis ou seja força.

Na Antiguidade os ventos levavam a fama das adegas de Escauro, nelas estagiavam 120.000 ânforas devidamente seladas e descritas as qualidades das 196 espécies de vinho que lhe davam corpo. O poeta Píndaro dito autor da perturbante frase toma-te no que és, ao sublinhar as virtudes do vinho dizia ser leite de Vénus, os romanos rendiam-lhe culto daí o ser filho da boa deusa, e Baco o arquétipo da revigorante e luxuriosa bebida. O genial Alexandre é exemplo disso mesmo.

O acima referido é uma gota no mar de obras a historiarem o trajecto do vinho e maneiras de serem produzidos, para lá de o Vinho ser marca do engenho do Homem através dos tempos, nesta época de tristeza deve ser empregue no alegrar os corações e selar a solidariedade das gentes daqui e de além mares.

Salvo melhor opinião impõe-se desde já levarem-se a efeito propósitos reais de valorização dos nossos vinhos, do timbre ou sinete TEJO, empregando a panóplia mediática existente, lembrando à ribatejana Ministra da Agricultura que os produtores e demais intervenientes no processo da sua comercialização que não podem esperar como se esperavam os famosos néctares torna viagem.

Para lá disso julgo necessária uma resoluta mensagem a propor aos castigados restaurantes o valimento dos vinhos TEJO nas suas cartas ou ementas.

Armando Fernandes

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