O efeito do coronavírus no imobiliário em Portugal

Em Empresas

Os efeitos da pandemia do coronavírus ainda agora se começam a sentir, porém, no mercado imobiliário representam já uma alteração de paradigma considerável em relação ao crescimento galopante que se verificava até ao início deste cenário.

Marcado por uma valorização de 12% entre Março de 2019 e Março de 2020, o mercado imobiliário de compra e venda acaba por revelar os primeiros sinais de abrandamento.

Ainda que a situação em causa possa ser considerada como meramente temporária, provoca já uma alteração considerável na forma como muitos olham para a possibilidade de adquirir ou arrendar uma nova casa.

O panorama atual

Assente numa forte componente turística, nomeadamente na compra de imobiliário para converter em arrendamentos de curta duração em locais como Lisboa, Porto e certas zonas do Distrito de Faro, terão sido estes a sentir o impacto imediato da cessação de ligações aéreas e do fluxo turístico que agora alimentava o segmento durante todo o ano.

Penalizados pela ausência de turistas estrangeiros que em muito inflacionavam os valores praticados, o mercado do aluguer de curta duração terá agora de se adaptar para sobreviver. Quer reconsidere a sua estrutura de preços para se tornar mais apelativo ao mercado nacional ou espere por uma alteração da situação para melhor, muitos negócios do género tiveram já que tomar medidas com efeito imediato.

Sufocados pela quase imediata ausência de clientes e por cancelamentos em massa, muitos destes negócios olham agora para o mercado de arrendamento a longo prazo como a única tábua de salvação num mar de incertezas.

Com os preços do imobiliário a afundarem lentamente e ainda somente sustentados por uma perspetiva positiva futura em relação aos próximos anos, criaram-se as condições efetivas que poderão trazer oportunidades a famílias de comprarem ou arrendarem casa num mercado que já os havia excluído há bastante tempo.

O panorama futuro

A futurologia não é efetivamente uma ciência, porém existem no mercado alguns sinais aos quais devemos estar atentos e oportunidades das quais podemos tomar partido mesmo em tempos de crise.

Ainda que seja expetável que nos próximos meses os preços do imobiliário em Portugal venham a assistir a uma descida, todas as previsões financeiras apontam para uma subida em flecha dentro de um prazo alargado de vários meses, já dentro de 2021.

Tomando a ciência como base e assumindo que não existirão outros fatores de desequilíbrio em jogo, o cenário de pandemia será visto no futuro como um mero obstáculo no caminho do que havia sido até aqui um crescimento económico invejável.

Com efeito, nunca na história da Humanidade tivemos um período de igual prosperidade para tão larga quantidade de pessoas em simultâneo.

Componentes ideais

A ausência de conflitos globais, doenças ou catástrofes que envolvessem as grandes economias mundiais nos últimos anos para isso contribuíram.

Se tal clima conseguir ser mantido ou inclusive melhorado num período pós-pandemia, certamente voltaremos a ver a economia crescer em flecha.

Dessa forma, tanto o turismo em Portugal como o mercado imobiliário terão tendência a seguir em ascensão como segmentos-líder da nossa economia.

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