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Bloco quer urgente aumento da oferta de transportes coletivos de passageiros e saída de lay-off da empresa Barraqueiro/Ribatejana Verde

Em Empresas

Segundo o Bloco de Esquerda, grande parte do serviço de transporte público nos concelhos de Coruche, Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Vila Franca de Xira e Santarém, servidos pela empresa do Grupo Barraqueiro, Ribatejana Verde, mantêm-se suspensos ou drasticamente diminuídos por tempo indeterminado por parte das operadoras privadas que detêm as concessões de prestação de serviço público de transporte rodoviários de passageiros.
“Nesta fase de desconfinamento, em que as restrições à circulação foram levantadas, é da maior importância que a oferta de transportes públicos seja reposta e reforçada, adaptando-se assim às exigências de segurança e prevenção epidemiológica”, defende o BE.
Neste momento, “são várias as localidades que continuam com um serviço de transporte insuficiente, com horários reduzidos que não servem as populações”. Para além do mais a empresa recorreu ao layoff, pelo que o Bloco defende que “a reversão desta medida e a adequação à crescente procura de transportes públicos é um primeiro passo necessário para garantir a mobilidade e segurança das populações, só assim pode ser cumprido o contrato em vigor com a empresa”.
O Bloco de Esquerda entende que “o serviço de transportes públicos é essencial para a garantia da mobilidade dos cidadãos a quem é indispensável o uso deste serviço para trabalhar ou aceder a serviços públicos essenciais, incluindo de saúde e que as empresas de transporte
coletivo têm de contribuir para o reforço conjunto de combate à pandemia, começando por cumprir os contratos firmados e garantindo, dentro das regras de segurança que a situação impõe, a reposição e reforço dos serviços de transporte”.
Adicionalmente, o Bloco defende que as medidas de higienização dos veículos e locais de entrada e saída de passageiros assumem especial relevância na contenção da propagação do vírus Covid19, sendo fundamentais garantir a segurança de profissionais e utentes.
Assim, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda dirigiu ao Governo, através do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, as seguintes perguntas:

  1. Tem o Governo conhecimento desta situação?
    Não considera o Governo que o transporte coletivo de passageiros consagra um serviço
    essencial e que não pode ser sujeito, sob pretexto de layoff, à diminuição ou suspensão do
    serviço?
    2.
    Considerando a necessidade de investimento na modernização da frota da Ribatejana Verde,
    que medidas especificas entende o Governo tomar para garantir a mobilidade em conforto e
    segurança nos concelhos de Coruche, Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Vila
    Franca de Xira e Santarém, e nas ligações rodoviárias aos concelhos vizinhos através dos
    transportes públicos da empresa Ribatejana Verde?
    3.
    Que medidas está o Governo a tomar de forma a evitar o incumprimento dos horários e os
    atrasos constantes nos transportes públicos da empresa Ribatejana Verde?
    4.
    Está o Governo disponível para exigir, junto da Ribatejana Verde, a reposição de todas as
    carreiras suspensas e a reforço dos seus horários?

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