Hugo Costa questiona Governo sobre execução das linhas de investimento

Em Empresas

O deputado Hugo Costa realizou, a 23 de junho, uma intervenção na audição dos Secretários de Estado do Ministério da Economia e da Transição Digital, começando por destacar a “resiliência” dos empresários, trabalhadores e consumidores portugueses neste período de crise, acrescentando que, após uma primeira fase de resposta à emergência, entramos numa fase de iniciar a recuperação da economia. “Este é o momento da confiança. De não deixar de apostar na saúde mas, simultaneamente, apostar na recuperação e reestruturação da economia”, disse.

Em relação ao Orçamento Suplementar, Hugo Costa frisou que a situação de saúde pública coloca enorme pressão na economia, sendo que esta crise teve como base uma questão da saúde pública. “Este Orçamento suplementar adapta-se à realidade que vivemos. Um orçamento para dar resposta às situações sociais, à capitalização das empresas e continuar com medidas de respostas ao emprego, como foi o lay-off simplificado que teve um impacto significativo na manutenção de emprego. “A nível das linhas de crédito, o Plano de Estabilização Económica e Social prevê que o Estado possa chegar aos 13 mil milhões de euros autorizados pela Comissão Europeia. A primeira pergunta tem a ver com a execução das linhas de financiamento, se estão a chegar à economia, se a banca está a colocar algumas dificuldades e como é que o Governo prevê que o novo pacote possa chegar de forma mais fácil à economia”, questionou.

Em relação ao Banco de Fomento, Hugo Costa perguntou como é que o Estado vê a capacidade do mesmo em responder aos desafios económicos no que concerne ao financiamento das nossas empresas. “Que importância terá na resposta estratégica à necessidade de recapitalização das nossas empresas?”, questionou. No âmbito dos fundos europeus na ordem dos 26 mil milhões de euros, pretendeu ainda saber como é que estes valores podem ser colocados ao serviço das nossas empresas, nomeadamente na indústria, comércio e turismo. “Quais são as medidas que o Governo tem para recuperar a nossa economia?”, pretendeu ainda saber.

Quanto ao Programa ADAPTAR, que estabelece um Sistema de Incentivos à segurança nas micro, pequenas e médias empresas, no contexto da doença COVID-19, questionou se o mesmo é para continuar e como é que o Governo olha para a resposta que foi esta medida. A nível dos fundos comunitários perguntou se foi possível acelerar os mesmos, para que mais rapidamente chegassem às empresas. 

Em relação ao comércio – que esteve encerrado no período de emergência – questionou qual a estratégia do governo para apoiar este setor, garantindo que as empresas continuem a operar. Quanto à Indústria, questionou que respostas existiram para a inovação, pretendendo ainda saber sobre os seguros de crédito e como é que os mesmos responderam a esta situação. Em relação à Transição Digital, sublinhou que esta crise mostrou a importância da mesma, questionando como é que a crise acelerou a transição digital da economia e se, a nível das startups, qual foi a resposta e se existe algum estudo para aferir a incidência da crise nas startups tecnológicas. O deputado Hugo Costa terminou a sua intervenção, voltando a colocar a tónica na confiança.

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