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Nersant promoveu sessão online sobre Oportunidades de negócio na Argélia

Em Empresas

O mercado da Argélia foi um dos 10 mercados estudados recentemente pela NERSANT, no âmbito do projeto Ribatejo Global, projeto financiado pelo COMPETE2020 e que visou por um lado promover a imagem e potencialidades da Região do Ribatejo, mas também facultar um leque de informação diversa para que as empresas possam abordar alguns mercados externos com maior segurança e assertividade.

Um dos resultados desse estudo, foi a identificação dos produtos das empresas da região que representam maior potencial de entrada no mercado da Argélia.

A sessão online realizada esta quinta-feira, contou com a participação de Miguel Corais, consultor da CH Global Network, e de Sophia Belkhiri, consultora da CH na Argélia. Segundo os especialistas, a Argélia oferece um grande potencial para as empresas e investidores portugueses. Sendo um País com 42 milhões de habitantes, o País tem conseguido conter a pandemia, contando até à data 14.272 casos confirmados e 920 mortes pela covid-19.

Na apresentação feita por Miguel Corais, verifica-se que a Argélia se posiciona como o sétimo maior exportador mundial de gás, o que permitiu um confortável desenvolvimento económico e social do País, contribuindo para o aparecimento de uma ampla classe média, em particular na 1ª década do século XXI.

O Plano de Ação do governo argelino pretende incentivar a indústria local e a produção nacional, a atração de investimento estrangeiro e a retoma de alguns projetos de futuro, como: a construção de estradas (508 projetos para 14.000 km de operações em vias); o melhoramento das infraestruturas marítimas (75 projetos de criação ou extensão de portos e marinas) e das infraestruturas urbanas (4.400 construções de casas, escolas, centros de saúde, etc.); e o aumento da linha férrea do País para mais do dobro (atingir 12.500 km inicialmente previsto até 2025).

Em termos de crescimento na Argélia, destacam-se o setor da agricultura e da indústria agroalimentar (importam 60% das suas necessidades), pelo que produtos alimentares e máquinas agrícolas, silvicultura e ordenamento florestal têm boas oportunidades no País. Destaque também para o setor de mineração e energia, que tem sido um destino tradicional para o investimento estrangeiro, assim como as obras de construção habitacional, vias e ferrovias (estruturas civis e de comunicação). Os produtos ligados à construção, decoração e mobiliário e exploração de energia, possuem também boas oportunidades de exportação para a Argélia.

Na abordagem ao mercado argelino, as visitas e o contacto pessoal revelam-se fundamentais para a concretização de negócios. No primeiro contacto, o formalismo é necessário porque o argelino (tal como os magrebinos, em geral) é bastante reservado e desconfiado com estranhos. Nas exportações para a Argélia é recomendável nomear um despachante aduaneiro, especialmente para transações pela primeira vez, sendo que escolher um parceiro importador com experiência é fundamental para evitar problemas burocráticos nas exportações para este mercado.

A importância de escolher um parceiro credível e com experiência é muito importante num mercado burocrático como é o caso da Argélia, para que o processo de internacionalização da empresa portuguesa decorra com sucesso. A exigência de um mercado árabe, como o da Argélia, assenta também na sua matriz cultural: conhecer o País, os hábitos das pessoas e a forma de fazer negócio torna-se fundamental, requerendo competência de gestão multicultural e a construção de uma relação de confiança entre a empresa portuguesa e o seu parceiro argelino (exige dedicação e presença assídua local). É importante conhecer alguém do domínio das relações dos serviços aduaneiros argelinos, de forma a evitar possíveis constrangimentos no momento de levantamento das mercadorias exportadas.

Sophia Belkhiri, consultora da CH na Argélia, salientou o facto do País ter beneficiado de importantes mudanças políticas, sociais e económicas em 2019, na sequência de protestos pacíficos que conduziram a uma mudança de Governo, com a saída do Presidente Bouteflika que estava no poder há 20 anos, e a eleição de um novo Governo que tem implementado reformas no País, apostando na diversificação da economia e na atração de investimento.

Uma das medidas implementadas foi a que acabou com a norma 49/51 que impedia que os investidores estrangeiros detivessem mais de 49% do capital nas empresas argelinas. Neste momento, os estrangeiros podem investir livremente nas empresas argelinas, com exceção dos setores considerados estratégicos, como o farmacêutico, militar, portos, aeroportos, caminhos de ferro e petrolífero. Como principais atrativos para o investimento, o País oferece incentivos fiscais e outros, baixo custo de energia, abundante mão de obra jovem, barata e qualificada e proximidade geográfica da Europa.

O atual Governo tem em curso um plano de incentivo à produção local para substituir as importações, com destaque para os setores da agroindústria, eletrónica, materiais de construção, construções metálicas, metalomecânica, indústria química, têxteis e peles. Está também em curso um ambicioso projeto de transição energética, para o desenvolvimento das energias renováveis. O setor do turismo é igualmente uma das prioridades do Governo, que pretende aumentar o número de camas na indústria hoteleira e melhorar a qualidade do serviço.

No que respeita aos setores com maior potencial de entrada no mercado argelino referidos anteriormente, destacam-se por exemplo os móveis em madeira, o azeite, as máquinas e aparelhos mecânicos, as portas e caixilharia em madeira, entre outros, podendo os estudos completos ser consultados em www.ribatejoglobal.pt

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