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Matador vilafranquense Mário Coelho morreu vítima de covid-19

Em Sociedade

Mário Coelho, um dos nomes maiores da Cultura Tauromáquica, faleceu na madrugada deste domingo.
O Maestro vilafranquense, de 84 anos, foi vítima de COVID-19. Parte, precisamente, no fim de semana em que se viveria a “festa maior” da sua terra natal, o Colete Encarnado, cancelado justamente devido à pandemia.
“Mário Coelho é uma figura incontornável da nossa Cultura e da nossa terra, que levou e elevou o nome de Vila Franca de Xira aquém e além-fronteiras”, escreve a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira no seu portal no Facebook, onde “lamenta profundamente a sua perda e endereça à família e amigos as suas sentidas condolências”.

O antigo matador de touros português Mário Coelho, “figura incontornável da tauromaquia mundial”, morreu hoje aos 84 anos no hospital de Vila Franca de Xira (Lisboa), onde estava internado, divulgou a Associação Nacional de Toureiros (ANDT).

“Foi com enorme tristeza que recebemos a notícia do desaparecimento do nosso maestro Mário Coelho, figura incontornável da tauromaquia mundial, com um percurso ímpar que ficará para sempre perpetuado na nossa história”, sublinha a ANDT, em comunicado enviado à agência Lusa.

Considerando que “a cultura portuguesa, a tauromaquia e, sobretudo, o toureio a pé ficam mais pobres”, a Associação Nacional de Toureiros frisa que “os maestros não morrem, passam sim para outra dimensão”.

A ANDT apresenta “as mais sentidas condolências”, à mulher e filho de Mário Coelho, natural de Vila Franca de Xira.

Contactado pela Lusa, o antigo matador de toiros e atualmente empresário e apoderado Rui Bento Vasques lamentou a morte de Mário Coelho, recordando ter sido ele que lhe “incutiu o gosto pela profissão”.

Rui Bento Vasques destacou ainda a “dimensão mundial” que Mário Coelho atingiu como matador de toiros.

Também a Protoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia, publica uma nota de pesar pela morte do Maestro Mário Coelho.

No dia em que se celebraria a corrida de Toiros do Colete Encarnado, a cultura e tauromaquia portuguesas perdem o matador de toiros vilafranquense Mário Coelho. Com 84 anos, não resistiu a uma infecção de Covid 19.
Deixa um legado de arte, classe e coragem que espalhou pelas praças de todo o mundo e atravessou gerações, numa carreira internacional que passou pelas principais praças de portugal e do mundo: Espanha, França, México, Venezuela, Peru, Colômbia, Equador, mas também Marrocos, Canadá, EUA, Angola e Moçambique. 
O menino pobre de Vila Franca de Xira cruzou a sua vida com a de grandes personalidades de outras artes, tendo privado com Hemingway, Orson Welles, Ava Gardner, Audrey Hepburn ou Picasso, que lhe desenhou o motivo de um traje de luzes. 

Mário Coelho com o realizador Orson Welles.

Nas palavras de João Santos Andrade, Presidente da ProToiro, Mário Coelho era “um homem marcado por uma visão apaixonada da tauromaquia e do toureio, com uma carreira internacional destacada, que levou o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. A sua longa carreira deixa um exemplo superior na cultura portuguesa e nas artes tauromáquicas.”
Alvo de reconhecimento da sua carreira pelo Estado Português, recebeu a 20 de Setembro de 1990, do Secretário de Estado da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural e a 23 de junho de 2005 Mário Coelho foi agraciado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Condecoração de Comendador da Ordem do Mérito.

Apresentação Biografia Mário Coelho. Fotografia: Frederico Henriques

A Prótoiro lamenta com dor e pesar o desaparecimento de Mário Coelho mas tem a certeza de que o seu nome e o seu testemunho, como marcos assinaláveis na cultura portuguesa, serão seguidos por muitos e durante muitos anos.

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