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Trabalhadores da Rodoviária do Tejo exigem fim do ‘lay-off’

Em Empresas

Trabalhadores da Rodoviária do Tejo concentraram-se hoje de manhã junto à sede do grupo de transportes, em Torres Novas, no distrito de Santarém, para exigir o fim do ‘lay-off’, considerando estarem a viver uma situação “desgastante e angustiante”.

Manuel Castelão, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), explicou que é necessário terminar o ‘lay-off’ aplicado no contexto da pandemia de covid-19, porque há trabalhadores – principalmente motoristas – que estão a receber “retribuições, no final do mês, na casa dos 530/550/570 euros”, desde abril.

“É uma situação completamente desgastante e angustiante, tendo em conta as dificuldades que está a causar aos trabalhadores e, neste caso, às suas famílias. […] Os trabalhadores não têm condições para continuar a sobreviver com estes valores, que estão a causar extremas dificuldades no seu agregado familiar”, salientou o delegado sindical.

Exigindo o fim do ‘lay-off’ e o direito ao transporte nas empresas do grupo, que integra as Rodoviárias do Tejo, Lis e Oeste, o sindicato revelou que teve a “preocupação de não fazer uma mobilização”, devido ao contexto pandémico, apontando para cerca de 30 pessoas no protesto.

De acordo com Manuel Castelão, há empresas do grupo Barraqueiro – que reparte o seu capital social com a Rodoviária do Tejo – que estão a retribuir os seus trabalhadores com salários de 950 a 1.100 euros.

“É isto tudo que nos leva a insurgir”, reiterou.

O sindicalista referiu ainda que os trabalhadores não têm reuniões com administração desde fevereiro e que “nem sequer há contactos” desde essa altura.

“Em fevereiro, entregámos uma proposta de atualização salarial para este ano. Na altura, a empresa ficou de nos responder… Com esta história da pandemia, não conseguimos mais chegar à fala com a empresa”, disse.

A Lusa tentou contactar a administração da Rodoviária do Tejo, mas sem sucesso.

Manuel Castelão afirmou que uma das razões da ação de protesto é também a exigência da retoma das negociações, adiantando que será aprovada uma moção para entregar à administração.

“Vamos aprovar aqui um documento a exigir o retomar da negociações, por forma a tentar valorizar o salário dos trabalhadores, que continua a ser extremamente baixo e que importa retificar”, sublinhou.

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