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Saiba como agir perante um caso de enurese noturna

Em Saúde

Chama-se enurese noturna quando sucede fazer chichi na cama de maneira involuntária, falamos de crianças já suficientemente desenvolvidas que são capazes de controlar a sua bexiga. Os especialistas dizem que se pode falar em enurese noturna quando a criança faz chichi na cama pelo menos duas vezes por semana, durante três meses consecutivos. Tenha-se em atenção que em crianças com menos de cinco anos fazer chichi na cama é considerado normal e não é motivo para inventar uma preocupação especial. Seja como for, entre os 5 e os 7 anos de idade espera-se que a criança já seja capaz de controlar o esvaziamento da sua bexiga. Quando estes episódios ocorrem em crianças com mais de 5 anos, a enurese noturna deve ser alvo de intervenção.

A enurese é classificada como primária quando a criança nunca controlou a sua bexiga, ou como secundária quando a criança controlou a bexiga por um período após o qual voltaram a surgir manifestações, mesmo que episódicas, de incontinência urinária. Resta acrescentar que a enurese noturna é um problema pediátrico bastante comum, sendo mais frequente no sexo masculino. Como é óbvio, é motivo de grande desconforto e de ansiedade para a criança e para os pais.

Não estão totalmente conhecidas as causas exatas da enurese: o problema pode surgir como consequência de uma bexiga pequena ou da incapacidade de reconhecer quando a bexiga está cheia, se a criança tiver um sono pesado; a enurese noturna pode também ser provocada, embora muito raramente, por alguns problemas subjacentes, por exemplo, uma infeção urinária, diabetes, ou até um problema estrutural no sistema urinário ou no sistema nervoso. Segundo os especialistas, também pesa a síndrome de Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção.

Para pais e encarregados de educação, é fundamental atuar bem: não culpando nem humilhando a criança; garantir que a criança não tem receio de se levantar durante a noite; controlar a ingestão de líquidos antes de dormir; criar uma rotina antes de dormir; recompensar a criança pelas noites secas; encorajar a criança a contribuir na muda da roupa de cama. Atenção, quando falham as medidas comportamentais, existem outros tipos de estratégias, é o caso dos aparelhos que funcionam como alarmes e alguns pediatras recorrem ao tratamento farmacológico.

Pais inquietos e até stressados, não se sentem capazes de cuidar nem lidar com a situação nem dispõem de informação sobre o que é a enurese (primária ou secundária), desconhecem as causas psicológicas e orgânicas, devem recorrer ao aconselhamento do pediatra, é necessário bom-senso para estabelecer as medidas comportamentais, as tais que podem ajudar a ultrapassar o problema e a motivar a criança. Devido à sua proximidade com a comunidade que o rodeia, o farmacêutico deve ser abordado pelos familiares que desejem obter esclarecimentos. Este profissional de saúde lembrará que fazer chichi na cama é considerado normal em crianças com menos de 5 anos e que uma atmosfera de stress pode levar a criança a, episodicamente, fazer chichi na cama. O farmacêutico irá certamente sossegar os familiares da criança lembrando-lhes que, a cada ano que passa, uma em cada seis crianças deixa de ser enurética, isto quer dizer que aos 10 anos de idade é ínfima a percentagem de crianças que mantêm a enurese.

Mário Beja Santos

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