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Trabalhadores do Lidl do Porto Alto em greve contestam redução de horário e salário

Em Empresas

Trabalhadores do entreposto do Lidl do Porto Alto, no concelho de Benavente , estão hoje em greve, protestando contra a decisão da empresa de tornar definitiva a redução de horário proposta em maio como temporária.

Ivo Santos, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, afirma que 36 dos 50 trabalhadores deste entreposto de produtos não alimentares do Lidl estão em piquete desde as 08:00 junto às instalações, depois de ter sido recusada uma reunião para discutir a decisão da empresa.

Trabalhadores do entreposto do Lidl do Porto Alto, no concelho de Benavente, estão hoje em greve, protestando contra a decisão da empresa de tornar definitiva a redução de horário proposta em maio como temporária.

Contactado pela Lusa, o Lidl Portugal afirma que “a proposta de redução de carga horária foi colocada logo à partida como sendo definitiva”, tendo sido aceite individualmente pelos trabalhadores.

No entanto, segundo o sindicalista Ivo Santos, os trabalhadores aceitaram a redução de 40 para 32 horas semanais proposta em maio, porque a medida lhes foi apresentada como sendo temporária e a única forma de evitar despedimentos, vendo o salário ser reduzido em 150 euros mensais.

“A passagem a definitiva tem consequências salariais, com perdas de rendimentos que são significativas para estes trabalhadores”, disse Ivo Santos.

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Em Maio o Lidl pediu aos trabalhadores do seu Entreposto de produtos não alimentares que reduzissem a carga horária, temporariamente, de 40h para 32h semanais, com a consequente redução salarial de 150 euros.

Apesar das dificuldades criadas por tal redução salarial, perante a pressão e as ameaças de que “se assim não fosse teria de haver despedimentos” ou “se assim não fosse nunca mais os trabalhadores seriam promovidos” a generalidade dos trabalhadores aceitou.

“Quando os trabalhadores estranharam a situação (a alteração ao contrato de trabalho feita no relógio de ponto sem entrega de documento formal ao trabalhador) e quiseram a adenda feita ao seu contrato individual de trabalho verificaram que todos tinham sido enganados, porque a redução da carga horária é definitiva”, refere o Sindicato.

O CESP tomou conhecimento da situação e desenvolveu esforços para agendar uma reunião com a empresa para resolver a questão. “Como esta não está disponível para reunir com o CESP para discutir este assunto os trabalhadores e o CESP optaram por requerer aos serviços da DGERT o agendamento de uma reunião de prevenção de conflitos colectivos de trabalho”, refere o CESP.

Os trabalhadores não aceitam e estão em luta pela reposição imediata da sua carga horária semanal de 40h, fazendo greve dia 20 de Julho, com concentração no piquete de greve às 8h Junto ao Entreposto do Porto Alto, sito na Estrada das Fontainhas, 163 em Samora Correia.

O Sindicado adiantou que, tendo em conta a recusa de reunião por parte da direção de recursos humanos da empresa, foi solicitada a intervenção do Ministério do Trabalho, estando agendada uma reunião para a manhã da próxima quarta-feira.

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Na resposta à Lusa, o Lidl Portugal assegura que “cumpre integralmente com as suas obrigações legais e convencionais”, declarando “surpresa” com a convocação da greve e sublinhando que “oferece condições de trabalho de excelência no setor”.

“Ao longo dos últimos meses, o Lidl Portugal tem adaptado a gestão da sua operação ao atual contexto de pandemia, neste caso em particular foi necessário proceder a ajustes no horário dos seus colaboradores no armazém de Porto Alto”, afirma.

Segundo a empresa, o entreposto do Porto Alto “apresenta uma realidade distinta dos demais, por ser tratar de um armazém exclusivamente de artigos não alimentares”, pelo que a proposta de redução de carga horária “foi colocada logo à partida como sendo definitiva e aceite pelos colaboradores em caráter individual”. 

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