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O Dinheiro

Em Opinião

O Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado nos últimos meses tem vindo frequentemente a Santarém obrigado pelos processos judiciais que carrega na sequência do desmoronamento do império debaixo da sigla BES. Não consta ter sido muito ou pouco cumprimentado, muito menos incensado, apesar de no passado muitos agricultores, industriais e investidores terem beneficiado do seu poder de argentário nos vários ramos frondosos e frutíferos de dinheiro.

O homem caiu no desvario de tudo querer, estatelou-se no lodo podre da burguesia parasitária, especuladora, gananciosa, que ele ajudou a engordar na justa medida de a ter subordinada macaqueando os lacaios dos Imperadores chineses. Nas entranhas das ruas lisboetas e cidades onde actuava o BES os esgotos faziam desaparecer segredos infames, vícios envoltos em roupagens de honradez à prova de…um tremendo vazio sórdido onda a nata do regime recebeu prebendas e dinheiro acima de tudo dinheiro. O vil metal atrai consciências e trai quando menos se espera.

O florilégio de tentações não abarca só a família e, mais tarde, ou mais cedo, o arrogante José Maria Ricciardi será incluído no lote da comandita cujo elemento chave é acusado de ter sido dono disto tudo. Ora, é meu convencimento que na cloaca exposta na acusação vão aparecer documentos de várias tonalidades de sons desde os pedidos de intermediação até às nomeações passando pelas custosas mordomias avulsas saídas da caixa dos títeres habilmente manipulados pelo acusado.

Tenho estado atento ao desenrolar da peça acusatória, relembro estudos publicados antes do 15 de Abril sobre a formação dos grandes grupos económicos, um deles publicado no jornal República por Jaime Gama e, do género do ora em julgamento, levando-me a mais uma vez conceder razão ao almocreve de Carção (concelho de Vimioso) onde há «lúcaros, não há escrúpalos.»

Armando Fernandes

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