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Candidatura(s) precisa(m)-se…

Em Opinião

As eleições autárquicas realizam-se entre os dias 22 de Setembro e 14 de Outubro do ano correspondente ao termo do mandato – é o que dispõe o n.º 2 do artigo 15.º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais.

O atual mandato termina em 2021.

É verdade que ainda faltam, no mínimo, 14 meses…

É também verdade que não sabemos sequer se as eleições não terão de ser adiadas em função de uma eventual evolução negativa do Covid – esperemos que não por todos os motivos!

E nem tão pouco sabemos se a campanha eleitoral não terá de ter um maior distanciamento dos cidadãos, se não terá de ser muito mais feita pelas redes sociais e outros meios à distância do que pelo imprescindível, saudável e esclarecedor contacto direto com as populações. É que é também muito por esse contacto direto que os eleitores conseguem perceber o âmago dos candidatos e a sua intrínseca sinceridade ou falta dela. Isto ainda que, muitos políticos tenham já um tão grande traquejo que até com uma aparente simpatia conseguem enganar. E nós temos por cá bons exemplos disso…

Santarém tem absoluta necessidade de mudança. E isso implica união. Uma união difícil por questões político-partidárias e uma união que só fará sentido em torno de uma candidatura transversal, credível, com notoriedade, não partidarizada…

Não se conseguindo essa união e uma alternativa com caraterísticas ganhadoras, assistiremos muito provavelmente a alguma dispersão de votos pelo menos por mais quatro forças políticas partidárias e provavelmente por uma ou mais candidaturas independentes que terão condições para surgir como pela primeira vez aconteceu no concelho de Santarém em 2013 e não se voltou a repetir, ainda que agora com caraterísticas diferentes.

Certo é que, mesmo que possa parecer que um ano e tal que falta para as eleições autárquicas é muito tempo, não é tanto assim, ele urge. Está a fazer-se tarde para se estudar, acordar e aparecer uma alternativa credível e ganhadora. Isto se o objetivo for ganhar eleições, é claro!

Está-me a parecer que, mais uma vez, Santarém dorme e deixa passar o tempo de agir. E depois, quando se abrir os olhos e se quiser atuar, pode ser tarde demais e continuaremos passiva e acomodamente com mais quatro anos do mesmo!

A questão e o perigo ficam levantados…

Francisco Mendes

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