Centro Hospitalar Médio Tejo – Enfermeiros protestam junto ao Hospital de Abrantes pela contagem de todo o tempo de serviço

Em Sociedade

“O descongelamento de progressões devido desde janeiro de 2018 está ainda por cumprir para os enfermeiros”, afirma o SEP – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, numa nota em que anunciam a realização de um protesto amanhã, quarta-feira, à entrada do Hospital de Abrantes, às 11h00.

Diz o SEP, que o Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) não avaliou os enfermeiros, durante períodos diferenciados, nos anos compreendidos entre 2004 e 2014. Imputou aos enfermeiros as consequências da não realização da avaliação. Já por diversas vezes, o SEP tentou resolver o problema junto da atual Administração. E sempre sem soluções.

Os enfermeiros na linha da frente cumprem diariamente a missão que lhes é confiada, com todo o profissionalismo, mas não veem concretizadas medidas de reconhecimento concreto por parte do Governo”, afirma o Sindicato.

“O Conselho de Administração do CHMT, após várias reclamações juridicamente fundamentadas por parte do SEP, nunca corrigiu a atribuição de pontos para efeitos de progressão a muitos enfermeiros da instituição conduzindo muitos profissionais a estarem muitos anos sem qualquer progressão”, critica o SEP.

“Enfermeiros com cerca de 20/25 anos de trabalho, e que não contando todo o tempo de serviço, permanecem assim na primeira posição da tabela remuneratória como um recém-licenciado. A diferenciação entre colegas que exercem as mesmas funções, mas de que acordo com o vínculo, tem direito diferentes, é injusta e imoral”, considera o Sindicato.

“A posição intolerável do Governo perante a discriminação dos enfermeiros, o contínuo arrastar de problemas, mesmo com enquadramento jurídico, conduzem a que os profissionais estejam desmotivados. Porque apesar de serem responder ao que lhes é solicitado, não lhes são resolvidos os problemas progressão e são ignorados totalmente”, adianta o comunicado.

“A não transição dos especialistas, inclusive que já detiveram a categoria, continua a discriminar os colegas com mais competências diferenciadas, a auferir remuneração como enfermeiro”, afirma o SEP; considerando que que “é uma discriminação inadmissível, mais gravosa ainda no atual contexto, consubstanciando um desrespeito pelo empenho destes profissionais”.

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