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Acordai… Acordai!

Em Opinião

Acordai / Acordai / Homens que dormis / A embalar a dor / Dos silêncios vis / Vinde no clamor / Das almas viris / Arrancar a flor / Que dorme na raiz

Um amigo veio dizer-me: “é preciso agitar as águas”… “é preciso gritar acordai”… É com carinho que recebo estes incentivos, para que vetor da minha cidadania seja…

Ele tem toda a razão, ele e outros grandes homens como o tomarense Fernando Lopes-Graça que musicou extraordinariamente o poema de José Gomes Ferreira e que pode ouvir e ver aqui.

Acordai é daquelas canções gloriosas que nos faz arrepios…

Acordai é como que a emergência da interrogação. E por falar em grandes homens, é agir como Albert Einstein, o homem das perguntas.

Foi com estes sólidos pilares, acordar e fazer perguntas, que com a equipa do BE abordámos a preparação da última Assembleia Municipal.

Passam quase 3 anos deste mandato autárquico, o mundo está em pandemia, há tanta coisa que mudou, precisamos de despertar da dormência e pensar. Pensar e perguntar, como Einstein nos ensinou: fazer as perguntas certas!

Quando se debate e votação um Relatório e Contas Consolidado, com um passivo de 63 milhões de euros, [contas da Câmara + Viver Santarém + Águas de Santarém] a que se chama o Relatório do Perímetro de Consolidação Municipal precisamos de pensar e fazer perguntas:

– Que balanço se pode fazer sobre a atividade de cada uma?

– Quais as necessidades do município?

– Que custos financeiros e logísticos?

– Como é que elas interagem com estas empresas na realidade atual?

– Que objetivos se enquadram no papel do Município?

– Como é que as suas políticas e opções podem ser auditadas democraticamente pela Assembleia Municipal e pelos cidadãos?

O mesmo se aplica às empresas onde o município tem capital para as empresas fora do perímetro de consolidação: CNEMA, DET, PARQUISCALABIS, SANTACARNES, TAGUSGÁS e Escola Profissional do Vale do Tejo.

Isso precisa de um debate sereno, sério e responsável. Um debate sem dogmas, mas com princípios democráticos e de serviço à população e não a negócios privados.

Isso só é possível começando com uma Assembleia Municipal Extraordinária e temática. Uma Assembleia na qual as diversas forças partidárias se interroguem a si mesmas sobre as necessidades e as decisões, confrontem entre si as opiniões, os prós e os contras… Exerçam o debate democrático!

É na dialética que reside o caminho. Que serve uma Assembleia Municipal em que uma maioria absoluta impõe, sem pensar nos argumentos das outras bancadas?

O desafio ficou feito. Vamos ver se o governo municipal tem receio ou é avesso ao debate das ideias.

Acordai / Acendei / De almas”

Vítor Franco

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