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Nersant apresenta retrato das Exportações da Região de Santarém

Em Empresas

A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém apresentou esta quarta-feira, 29 de julho, através de videoconferência, o “Retrato das Exportações da Região de Santarém – O que exportamos, para onde exportamos e de onde exportamos”.

O estudo apresentado nesta sessão online foi elaborado pela NERSANT com base nos dados do INE – Instituto Nacional de Estatística sobre as exportações das empresas das NUT III da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo, respeitantes aos anos de 2017, 2018, 2019 e primeiro trimestre de 2020.Neste estudo verifica-se que as empresas da Região de Santarém têm mostrado nos últimos anos um desempenho extremamente positivo no que diz respeito à evolução das exportações, acompanhando, de certa forma, o registo a nível nacional.

A Região atingiu em 2019 um total de 1.940.744.310€ de exportações, um crescimento de 6,82% face a 2017.

Os concelhos da Região têm demonstrado dinâmicas distintas no que diz respeito à evolução das exportações.

Benavente assumiu-se em 2019 como o concelho mais exportador, atingindo os 322 milhões de euros e ultrapassando Abrantes que tinha sido o concelho mais exportador em 2017 e 2018 e agora passa para 2.º lugar.

Em termos de crescimento relativo, os concelhos que registaram maior crescimento foram Entroncamento (73%, de 10 para 18 milhões), Ourém (31%, de 72 para 94 milhões) e Golegã (28%, de 4 para quase 6 milhões). Já no polo oposto temos Sardoal, Salvaterra de Magos e Tomar, com decréscimos entre os 55% e os 22%.

Se fizermos a análise em termos de evolução absoluta em lugar de evolução relativa, constatamos que os maiores crescimentos absolutos se registaram em Santarém, Ourém e Torres Novas. As maiores reduções verificam-se em Constância, Tomar e Salvaterra de Magos.

Os produtos mais exportados pela Região são, em primeiro lugar, os veículos automóveis para transporte de mercadorias com mais de 5 toneladas, com mais de 118 milhões de euros registados em 2019, seguidos pelos tomates preparados ou conservados (84 milhões), pelos serviços de mesa e outros utensílios de mesa ou de cozinha, de plástico (58 milhões), pelas pastas químicas de madeira, para dissolução (58 milhões) e pelos travões e servo–freios (55 milhões).

De realçar que as empresas da Região exportaram, em 2019, 2.664 tipos diferentes de produtos. No entanto, é possível constatar de forma clara a especialização produtiva existente em alguns deles:

  • Abrantes com uma predominância dos produtos associados à indústria automóvel;
  • Alcanena, onde todos os 10 produtos mais exportados são ligados à indústria do couro; 
  • Almeirim com uma clara ligação ao setor primário com as plantas e o vinho a serem os produtos mais exportados;
  • Alpiarça com um grande peso dos produtos hortícolas;
  • Azambuja regista alguma dispersão entre setores diversos;
  • Benavente liderado pela indústria do tomate, a qual apresenta também um peso importante no Cartaxo, sendo apenas suplantada pelo vinho;
  • Chamusca com o milho e Constância com a pasta de madeira;
  • Coruche liderada pelo arroz e Ferreira do Zêzere pelos alimentos para cães e gatos;
  • Entroncamento com predominância da indústria cerâmica / ladrilhos e do vinagre;
  • Golegã com as exportações ligadas quase em exclusividades aos molhos, vinagres, ketchup e mostarda;
  • Mação lideradas pelas azeitonas;
  • Ourém os principais produtos de exportação encontram-se em torno dos calcários e da indústria da madeira/paletes;
  • Rio Maior predominam os produtos de padaria e pastelaria e as areias siliciosas, enquanto em Salvaterra de Magos a liderança se reparte entre os preparados para a alimentação animal e o arroz;
  • As exportações em Santarém são lideradas pelas cervejas de malte e pelos colchões;
  • No Sardoal, o vinho foi o único produto exportado em 2019;
  • Em Tomar e na Sertã predomina a indústria da madeira, nomeadamente os móveis de madeira e a madeira de pinho, respetivamente;
  • A indústria do papel ocupa, naturalmente, um papel de destaque no concelho de Torres Novas, em particular o papel higiénico e os lenços;
  • Em Vila Nova da Barquinha o produto mais exportado são as bobinas e os tubos de papel ou cartão.

Quanto aos mercados de destino das nossas exportações, verifica-se que em 2019 as empresas da Região exportaram para 155 mercados diferentes, sendo que em 2017 tínhamos atingido os 159 mercados.

Este é um claro indicador da resiliência dos empresários da Região na busca de novos mercados e na diversificação das exportações, chegando a locais tão exóticos como as Ilhas Caimão, Maldivas, Bermudas, Chade, Myanmar, Belize, Uganda, Djibuti e muitos outros.

Destaca-se Santarém, cujas empresas aí sedeadas exportam para 124 países diferentes, logo seguida de Ourém e Torres Novas com 98.

Analisando os valores exportados para cada um destes mercados, constatamos que houve 66 mercados em 2019 para onde foram exportados valore superiores a 1 milhão de euros. No entanto, existe um mercado que concentra 25% do total das exportações da Região: a nossa vizinha Espanha.

Nesta mesma linha, um outro dado menos positivo prende-se com a concentração de mais de 50% das exportações nos 4 principais mercados de destino.

Sem dúvida que o trabalho de procura de novos mercados e de diversificação do destino das nossas exportações tem que ser ainda mais reforçado. No estudo são apresentados os 50 principais mercados de destino das exportações da Região e os 5 principais em cada concelho.

Conheça o estudo em pormenor na revista Ribatejo Invest deste mês, em https://www.nersant.pt/comunicacao/revista-ribatejo-invest/

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