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Covid-19 – Portugal sem registo de mortes nas últimas 24 horas

Em Saúde

Portugal regista hoje mais 106 novos casos de infeção por covid-19 em relação a domingo e nenhuma morte, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 51.569 casos de infeção confirmados e 1.738 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo totaliza hoje 26.389 casos, mais 66 do que no domingo, e cerca de 62,2% dos casos a nível nacional.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas o aumento no número de casos confirmados foi de 0,2% (passou de 51.463 para 51.569).

O número de doentes dados como recuperados da covid-19 aumentou nas últimas 24 horas para 37.111, mais 127, voltando a registar um número superior ao de novos casos (106).

Quanto aos casos confirmados, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera, com 26.389, seguida pela região Norte (18.797, mais 17 casos relativamente ao boletim de domingo).

A região Centro tem 4.465 infeções confirmadas, mais 10 novos casos comparativamente a domingo, de acordo com o boletim atualizado hoje, que reúne dados até à meia-noite de domingo.

O Algarve totaliza 892 casos, mais cinco do que no domingo, e o Alentejo subiu para as 745 novas infeções confirmadas (mais duas).

A Madeira regista mais cinco casos do que no domingo, totalizando agora 113 infeções confirmadas, e zero mortes.

Nos Açores, a DGS contabilizou mais uma infeção do que no domingo, totalizando 168 casos de covid-19.

O número de pessoas internadas é de 390 nas últimas 24 horas, representando mais 12 pessoas do que no domingo.

Nos cuidados intensivos estão hoje 42 pessoas, mais uma do que no domingo.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.544), seguindo-se a faixa entre 30 e 39 anos (contabiliza hoje 8.427 casos, mais 22 casos do que no domingo).

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos, totaliza em Portugal desde o início da pandemia 7.892 casos, mais 15 do que no domingo.

Na faixa dos 50 aos 59 anos, registam-se 12 novos casos, uma subida de 7.781 para 7.793.

Com mais de 80 anos, tiveram infeções confirmadas 5.870 pessoas, mais três do que no domingo.

A covid-19 já afetou em Portugal 1.869 crianças até aos nove anos e 2.366 entre os 10 e os 19.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.481 pessoas, mais 333 relativamente a domingo.

Aguardam resultado laboratorial 1.423 pessoas, menos 124 do que no domingo.

Os dados indicam que do total das vítimas mortais, 869 são homens e 869 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.165), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (337), entre 60 e 69 anos (155) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, quatro entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (606), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Governo assegura que diminuição de novos casos não decorre de menos testes

O secretário de Estado da Saúde assegurou hoje que a diminuição de novos casos de infeção pelo novo coronavírus, registada nos últimos dias, não decorre de uma quebra no número de testes realizados.

“Na semana que findou, Portugal fez, em média, mais de 13.300 testes por dia, não há qualquer orientação para testar menos”, garantiu António Lacerda Sales, durante a habitual conferência de imprensa sobre a covid-19 em Portugal.

O secretário de Estado referia-se a uma norma publicada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o rastreio de contactos por covid-19, que prevê que deixe de ser obrigatório realizar testes aos contactos de alto risco com infetados.

No sábado, o Expresso noticiou que “os contactos de alto risco deixam de ser testados” com esta norma, uma situação que a DGS negou no mesmo dia em comunicado, assegurando que “não é verdade” que “Portugal vá reduzir o número de testes” e que a norma “exclua ou restrinja o universo de pessoas sujeitas à realização de testes”.

António Lacerda Sales referiu o tema durante a sua intervenção inicial, afirmando que a nova norma mais não faz que formalizar e normatizar aquilo que já eram os procedimentos habituais.

“A realização de testes a contactos de casos confirmados de covid-19 sempre dependeu e continua a depender da estratificação do risco efetuada pelas autoridades de saúde”, disse.

E considerou ainda que, apesar de ser uma ferramenta determinante, a eficácia a testagem é limitada se não houver, paralelamente, um trabalho de identificação de cadeias de transmissão, através de inquéritos epidemiológicos que permitam identificar e isolar os contactos.

Neste sentido, o secretário de Estado afastou a política de testes como eventual explicação para a diminuição no número de novos casos de covid-19 registados diariamente, acrescentando, por outro lado, que a evolução aparentemente positiva deve ser interpretada com cautela.

“Temos analisado os números sempre com a maior cautela, sem euforias desmedidas quando a situação aparenta estar mais controlada, nem negativismos exacerbados quando as coisas não correm como gostaríamos”, sublinhou.

Olhando para os dados mais recentes, que hoje apontam para a inexistência de óbitos registados no último dia, pela primeira vez desde 16 de março, António Lacerda Sales considerou que a resposta de Portugal à pandemia tem sido positiva.

“Sabemos que continuamos a tomar as melhores decisões com base na melhor evidência científica disponível em cada momento e gerindo os recursos de que dispomos de forma proporcional, dinâmica e procurando sempre a melhor eficiência”, afirmou.

O governante aproveitou a conferência de imprensa também para apelar novamente ao comportamento responsável dos portugueses, em particular, daqueles que estão neste momento de férias, sublinhando que “o sucesso coletivo continua a depender das ações individuais de cada um”.

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