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Do drink da cultura ao cocktail financeiro

Em Opinião

Neste país das maravilhas (VPV) tudo acontece de extraordinário e indecente ante a nossa complacência ou resignação. Nos últimos dias dois episódios extravagantes o comprovam a parirem anedotas, piadas e facécias, pois relativamente a medidas punitivas dos excessos o senhor António Costa aos costumes diz e continuará a dizer nada porque o seu capote protege apaniguados de várias extracções e procedências.

A ministra Graça Fonseca, sempre ela na vanguarda do dichote envernizado da esquerda caviar, ante responder a uma jornalista acerca do calvário financeiro de criadores e artista do universo cultural teve o desplante de recusar a resposta porque estava na altura de tomar um drink a fim de espairecer na tarde calorenta. Num País a sério o primeiro-ministro enviava-lhe um cartão a agradecer os frustes esforços de ser levada em consideração apesar dos seus disparates, nomeava sem demora outro ministro e… atrás vem gente. A radiosa senhora continuará a maltratar a cultura bem como os seus membros.

Se na cultura a ministra adopta o cínico dito os cães ladram a caravana passa o escalão financeiro o Novo Banco esforça-se denodadamente no sentido de ninguém poder ficar indiferente às proezas no cumprimento boas práticas na preparação de supimpas taças a bordejar gotas de uma bebida a que chamam cocktail financeiro a inflamar os lábios dos contribuintes. Desta feita trata-se da venda ao desbarato de milhares de imóveis despojos do BES. O administrador António Ramalho prontificou-se a dar explicações no Parlamento, o gestor de sucessivas derrapagens financeiras tem o «catecismo» bem estudado, por isso mesmo, caso vivêssemos num País a sério seria despedido com justa causa. Por que estamos no País das maravilhas nada acontece!

Armando Fernandes

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