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Reunião em Abrantes – União das IPSS do distrito defende regresso dos utentes aos centros de dia

Em Sociedade

A direção da UDIPSS – União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Santarém reuniu, no dia 31 de julho, nas modelares instalações do Centro Social do Pego, no concelho de Abrantes.
Como é habitual o primeiro ponto da ordem de trabalhos foi o debate com as ipss associadas do concelho sobre os seus principais problemas e dificuldades, assim como ouvir as suas propostas e sugestões.
Das 16 associações do concelho de Abrantes, participaram a ACATIM – Associação Comunitária de Apoio à Terceira Idade de Mouriscas, a Associação de Solidariedade Social Pró-Cultural Prof. Silva Leitão de Bemposta, o Centro de Assistência Paroquial S. Pedro de Alvega, o Centro Social de Alferrarede, o Centro Social do Pego, o Centro Social Paroquial da Freguesia de S. Miguel do Rio Torto, o Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, o Centro Social Paroquial de Rossio ao Sul do Tejo, o Centro Social Paroquial de S. Facundo, o Centro Social Paroquial de Vale das Mós.

Segundo Hilário Teixeira, presidente da UDIPSS, a reunião foi muito participada, tendo-se reiterado os problemas sentidos pela generalidade das instituições do distrito, ao nível económico, de sustentabilidade financeira e de recursos humanos.
Quanto à sustentabilidade financeira das IPSS, a atualização verificada este ano nos acordos de cooperação variou entre os 3,5% e os 5,5%, verba que foi considerada insuficiente tendo em conta o défice crónico prolongado no tempo. Com esta atualização, as verbas acordadas cobrirão, em média, cerca de 40% do custo real das respostas sociais, quando o desejável seria os 50%, para não colocar em causa a sustentabilidade financeira das instituições de solidariedade social. 
Foi também apontado o isolamento de muitos dos utentes dos centros de dia, agora apenas com apoio domiciliário, e que tem contribuído para o agravamento da saúde mental e física dos utentes, tendo sido defendido que os centros de dia que funcionam de forma autónoma e sem ligação direta às ERPI devem reabrir de imediato. E que quando há convivência entre as duas respostas sociais, devia ver-se a possibilidade de criar barreiras arquitetônicas, provisórias, para poder separar os utentes e permitir, deste modo, com as devidas regras de segurança, o regresso dos utentes aos centros de dia. Onde tal não for possível, deve~se, em conjunto com o poder local e outras entidades, encontrar outros espaços alternativos e complementares.
Ao nível dos recursos humanos foi destacada a forma como são, ou não, reconhecidos pelos poderes públicos, já que as instituições prestam um trabalho essencial de promoção do bem estar social e, em muitos casos, mais alguns anos de vida com a qualidade e a dignidade merecidas, enquanto os trabalhadores que prestam esse serviço continuam a ser desvalorizados e mal pagos.

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