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História do Convento desaparecido de Vale de Figueira revelada em livro de José Gaspar

Em Ribatejo Cool

O livro de José Gaspar “Convento dos Frades Arrábidos de Vale de Figueira 1556 – 1834” teve o seu lançamento público, este sábado, 8 de agosto, numa sessão que reuniu muitos amigos e interessados na história local, no adro da Igreja Matriz de Vale de Figueira.

Apresentação do livro de José Gaspar

Na apresentação do livro, o Pároco de Vale de Figueira Tiago Moita afirma que “esta monografia dedicada aoConvento de Santa Maria de Jesus de Vale de Figueira é um irresistível convite à descoberta de mundos que, sendo próximos, estavam até agora distantes”.

“Além de ser um marco para o conhecimento da história da Província da Arrábida e seus conventos, a obra representa igualmente um enorme contributo para o conhecimento da história local. Para este tão gratificante trabalho, o seu autor, José Vicente Calado Gaspar, desdobrou-se em consultas, vasculhou documentos carcomidos pelo tempo, descodificou registos quase ilegíveis, visitou conventos e outros monumentos, recolheu inúmeros testemunhos locais. Com a sua sensibilidade e saber, expõe o percurso histórico do convento dos frades arrábidos de Vale de Figueira, com destaque para os aspetos que visam a fundação do convento, a sua estrutura física (permitindo-nos percorrer os espaços físicos do convento como se estivéssemos no seu interior), os membros da comunidade, os seus interesses e o seu quotidiano, o contributo do convento em prol de Vale de Figueira e dos seus habitantes, as invasões francesas que muito maltrataram o convento, o esforço da sua reconstrução após as invasões, e o encerramento da Casa conventual, em 1834, no cumprimento das políticas liberais que determinavam a extinção de todas as casas religiosas e a incorporação dos seus bens na Fazenda Pública”.

Extinto o convento, parte significativa do seu património foi integrado na Igreja Matriz de São Domingos de Vale de Figueira, onde ainda hoje permanece, estabelecendo pontes e diálogos com a comunidade. Em razão considerou Gustavo de Matos Sequeira a Igreja Paroquial de Vale de Figueira a “herdeira material do convento”, a guardiã do que sobreviveu de séculos de vida conventual, de vida orante e contemplativa, no lugar de Vale de Figueira.

Embora pouco sobrevivendo das estruturas físicas do convento, a verdade é que o livro de José Gaspar tem a capacidade de o voltar a erguer das cinzas e de o dar a ver aos leitores interessados. Como pároco de Vale de Figueira, paróquia que celebra nesta data os 450 anos da sua fundação, agradeço ao autor por esta obra rica de conhecimento, cultura e valores, que passará a integrar o património desta comunidade local e muito engrandecerá Vale de Figueira.

Apresentação do livro de José Gaspar teve lugar este sábado à noite no adro da Igreja de Vale de Figueira. Foto do Facebook de José Gaspar

José Vicente Calado Gaspar, natural de Vale de Figueira, onde viveu até aos 25 anos, mora atualmente em Santarém. Mantem uma forte ligação à terra, na criação de eventos, na organização de várias peças de teatro, com destaque para a peça que escreveu e levou à cena, em 2013, com o titulo: “Gente do Nosso Pano” que abriu caminho para edição do livro “Filhos do Rio… Gente do Nosso Pano”, em 2014, e foi co-autor e encenador da peça de teatro “Do Capim a Fátima”. Foi autor do livro “O Teatro em Vale de Figueira”, em 2019, e coordenador de vários livros de edição do Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira, com destaque para o “Poetas da Terra”, “Terra que o Viu Nascer” e “Avós e Netos”. Publicou em 2008 o artigo “Memórias de um passado recente – Barreiras da Bica”, no livro dedicado ao 1.º Encontro Nacional da Cultura Avieira. Foi o criador do Brasão da freguesia de Vale de Figueira, inspirado por elementos históricos da terra.

Atualmente é técnico da EDP há 40 anos, membro do Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira, da Confraria Ibérica do Tejo, do Centro Dramático Bernardo Santareno, de Santarém, do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão, em Santarém, da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém e do Fórum Ribatejo, historiadores locais e regionais.

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