Festas populares focam-se na origem e celebram o essencial, diz o bispo de Santarém

Em Sociedade

O bispo de Santarém, José Traquina, que presidiu à peregrinação de agosto ao Santuário de Fátima, disse hoje que, devido à covid-19, muitas festas populares se focaram na sua origem na Igreja, celebrando o que é essencial.

Durante a homilia, José Traquina lembrou que, nos últimos meses, por questões de segurança, a Igreja tem estado sujeita “a limitações no que se refere a convívios e a festas”.

Na sua opinião, acentuou-se a consciência “de que grande parte das festas populares têm origem na Igreja e, por isso, nalgumas comunidades resolveram ir às origens e celebrar a festa promovendo os sinais essenciais”.

Exemplos disso são “uma eucaristia bem preparada, a imagem do padroeiro evidenciada, uma mensagem e uma lembrança partilhada para registar a festa celebrada em tempos de pandemia”, apontou.

José Traquina admitiu que “sem convívio, sem festa, a vida humana torna-se difícil”.

“Para muitas pessoas, a Igreja é reconhecida pela dimensão da festa: festas nas etapas da vida cristã ou ao ritmo do calendário litúrgico”, referiu.

A Peregrinação Internacional Aniversária de agosto, que terminou hoje, integrou a Peregrinação Nacional do Migrante e Refugiado.

O bispo aproveitou a homilia para lembrar “os atuais milhões de pobres em todo o mundo” e “os milhões de refugiados que têm de fugir como Jesus para terem vida”.

O também presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana aludiu ainda aos migrantes que, “por desconhecimento das formas legais de emigrar, são explorados por contrabandistas e traficantes”, e “milhões de pessoas deslocadas forçosamente dentro do seu próprio país, por falta de segurança”.

Na saudação final, o bispo de Leiria–Fátima, António Marto, pediu aos peregrinos para rezarem pela paz no mundo e, especificamente, no Líbano.

O cardeal afirmou que se trata de um povo “martirizado pela guerra e pela catástrofe que deixou centenas de mortos, milhares de feridos e 300 mil pessoas sem casa” e pediu um momento de silêncio.

António Marto lembrou ainda os bombeiros que ficaram feridos e morreram, um dos quais da diocese de Leiria-Fátima, os doentes de covid-19 e “os idosos que estão nos lares e sofrem da solidão”.  

A Peregrinação Internacional Aniversária de agosto assinala a quarta aparição de Nossa Senhora de Fátima, que teve lugar noutra data (19 de agosto) e noutro lugar (Valinhos).

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