De tamancos

Em Opinião

Durante séculos o calçado de madeira (tamancos, chancas, socas e socos) foi usado em muitos países detentores de matéria-prima oriunda das florestas e sucedâneos – bosques, matas e touças –, calçado de couro estava reservado a quem o podia pagar e poucos dispunham de réditos para protegerem de modo mais as extremidades das pernas.

Os tamancos estão na origem de vários expressões de natureza rude, desprimorosa, sem tino ou sentido das conveniências que no campo político um dos máximos expoentes é o deputado João Galamba. Só que, talvez possuídas de raivosas ciumeiras de género. As ministras Céu Antunes (Albuquerque era mais chique) Graça Fonseca, Marta Temido vêm-se fazendo notar nas tamancadas agora, em princípio de época futebolística, o trio enriquecido com o reforço de Ana Mendes Godinho passando a quarteto.

Antes de prosseguir esclareço que abomino restrições ao exercício de funções políticas escoradas em preconceitos de cor, raça, religião e orientação sexual. Cada qual é como é, interessa é prevalecer a competência, o sentido de Estado, a honestidade e respeito pela inteligência dos cidadãos.

A atamancada entrevista ao Expresso da ministra que ostenta apelidos muito conhecidos no Alto Ribatejo é a prova provada de no governo proliferarem as entradas de tamancos a colocarem em causa a qualidade e categoria do brioso internacional do Benfica, Raul Soares, o Tamanqueiro. Ao invés do jogador a Senhora Ana Mendes Godinho displicentemente falou sobre a tragédia ocorrida no Lar de Reguengos de Monsaraz, tentou embrulhar a gordurosa resposta em estatísticas acabando por confessar ter minimizado o relatório da Ordem dos Médicos sobre o descalabro e as mortes de idosos na vila alentejana.

Dá que pensar a atitude «encolher de ombros» da governante à espera do Ministério Público, dá que pensar a sua estuporada negligência, obriga-nos a pensar sobre qual seria a sua atitude relativamente a um parente e/ou amigo.

O filme o Quinteto era de cordas está recheado de confusões, de trocadilhos, de disparates, de parvoíces bem ao estilo das ministras e do secretário de Estado, o Ferrabrás de Boticas. Ora nós precisamos de um quarteto de cordas ministerial capacitado, de permanente sizo, de visão abrangente o que não sucede com as acima referidas titulares de pastas de grande importância. Porque o Sr. António Costa as mantém a chá e pão-de-ló resta-nos comprar pastilhas de paciência e aguentá-las até ao fim da legislatura.

Armando Fernandes

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