Ministra do Trabalho visitou campo de trabalho da Just a Change em Alcanena

Em Sociedade

O Just a Change, IPSS fundada em 2010, que se dedica a reabilitar casas de pessoas em situação de pobreza habitacional, recebeu hoje a visita no Camp In de Alcanena, a visita da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O Camp In é o projecto de verão que entre os meses de agosto e setembro vai dinamizar quatro campos de verão para reabilitar 14 casas particulares, de 33 beneficiários, mudando a realidade de quem nelas vive. O Camp In tem lugar em vários concelhos de Portugal, juntando Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, empresas de construção e fornecedores locais, voluntários (nacionais e internacionais), empresas parceiras e a comunidade local, promovendo a colaboração para um bem comum.

Para António Belo, diretor do Just a Change, “a visita da Ministra Do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é uma honra e um reconhecimento do trabalho que temos feito ao longo dos últimos 10 anos. Desde o seu nascimento que o Just a Change, através do trabalho de mais de 5000 voluntários nacionais e internacionais, já contribuiu para a reabilitação de mais de 200 casas e 50 instituições, impactando a vida de mais de 4600 beneficiários em 14 municípios do país.”

Esta será a 6.ª edição de um projeto que teve início em 2015 e que já aumentou em cerca de 800% o seu volume de intervenção. O cenário global vivido devido à pandemia da COVID-19 veio impor restrições às dimensões do Camp in 2020. Em vez dos habituais 8 campos, serão realizados apenas 4. Ainda assim, serão obras com um impacto significativo e que mudarão a realidade de quem nelas vive.

O contexto rural está repleto de isolamento social e de pobreza profunda, que afeta o contexto habitacional. Os campos têm permitido ao Just a Change atuar em zonas do território nacional onde seria difícil implementar projetos de reabilitação de casas ao longo do ano.

O projeto tem permitido mobilizar jovens como voluntários: caracterizados por terem uma enorme força e esperança, encaram a reabilitação destas habitações como uma missão, mais do que um trabalho, preocupando-se em estabelecer laços de amizade com quem é ajudado. Permite também mobilizar a comunidade envolvente: maximiza-se a utilização de recursos locais, tornando a solução mais eficiente e aproxima a comunidade envolvente ao público-alvo, potenciando a criação de pontes e laços. Pretende favorecer a integração da pessoa e da família: integrar o beneficiário como parte da solução, envolvendo-o e fazendo-o parte do processo de reabilitação da casa, desenvolvendo autoestima e apreço próprio e pela habitação.

Segundo a organização, esta forma inovadora de atuar traz enormes benefícios ao projeto o que tem permitido que este alcance o seu resultado principal: trazer conforto, dignidade e esperança a quem não tem uma habitação digna de ser vivida por um ser humano.

Outro aspeto positivo deste projeto, para além da coesão social gerada na comunidade local, é a promoção e a valorização do território, reforçando a identidade de quem neles vive ao levar aos seus habitantes dignidade, esperança e alegria. A identidade das localidades é mantida por se respeitar os traços de arquitetura tradicional e a sua recuperação promove melhorias em termos de eficiência energética. A juventude dos voluntários traz um novo alento a zonas do país com uma população mais bastante idosa. Esta união entre os mais jovens e os mais velhos resulta numa inesgotável fonte de alegria, energia e partilha de histórias entre gerações.

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