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Aqui, nesta Cidade…

Em Opinião

Na primeira linha, as pessoas que existem para serem e porque são vistas. Posam em fotografias de circunstância, Posam e dizem coisas – quase sempre as mesmas já que a criatividade é coisa que os cursos não prevêem incluir no curriculum – e apenas os diplomas são garantes de credibilidade para desempenhos…
São imensamente chatos… = enfadonhos – tédios constantes sem rasgos de vida, de verdade, expostos nos camuflados uniformes cívicos, monocórdicos, articulam sons que confundimos com palavras que é aquilo que serve para traduzir pensamentos para a comunicação com o mundo. Um Eco imenso ressoa nas nossas ruas… um intelecto esvaziado de cultura nuns casos, noutros, um estéril saber, amplia esses ruídos de querer fazer bonito num ronronar habitual.
Se ao menos a eloquência os tivesse favorecido….
Numa outra linha os apaniguados – os que festejam em cada mês a fidelidade doméstica, o supremo bem de terem em quem se enrolar às pernas, esperando mais um pouco de ração melhorada…
Depois temos os fãs incondicionais da canção – “pra mellhor, está bem, está bem – pra pior já basta assim !
E muito depois os CIDADÃOS activos que só saem do anonimato porque foram pessoas…sim. Conheço alguns. São hoje seres desencantados, com pesos nos ombros cansados de furar as correntes, engolem muita água contaminada pelo peixe graúdo, persistem, insistem, até que desistem – trazem o sonho na íris e a realização morre todos os dias na cumplicidade muda dum sorriso. Têm muitos sobressaltos – é a hora? desta vez é que é? – Vamos? SIM VAMOS!
E NUNCA MAIS VAMOS…
Envelhecem eles e a cidade com tudo a poder ser mas sem esperança…
E no entanto estes seres e muitos outros, deixam obra no colectivo que servem com alegria, generosidade e honradez.
Porque a Cidade os reconhece, respeita, estima, o nosso louvor ao Carlos Oliveira, Nuno Domingos, António Monteiro, Sr. Mário Cardoso, José Augusto Rodrigues, Nelson Ferrão, Sofia (aqui há gato), Carlos Amado e outros digníssimos scalabitanos que mais tarde lembraremos; e ainda os que existiram connosco mas já não nos acompanham, Professora Eulália. Rosalina Melro, Manuel Castela, Francisco Nuno, Luis Eugénio Ferreira, Mário Rodrigues, …
Que o sonho continue a comandar as nossas ensonadas vidas…
Até que encarnações de Salgueiro Maia, caminhando com Zeca Afonso, mais o nosso Santareno, José Niza e Pedro Barroso, acabe com estas romanescas novelas televisivas que parecem ter feito escola, e nos cante sob a direcção do maestro Fernando Lopes Graça –
-ACORDAI !!!!

Manuela Marques

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