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Comeres & beberes – Votados ao ostracismo

Em Ribatejo Cool

Em Atenas, quando um cidadão praticava actos contra as normas estabelecidas, era votado ao ostracismo por vários anos, ou seja: expulso da comunidade e privado de todos os direitos adquiridos por via do nascimento. O sistema de votação fazia-se através de um boletim de voto que era uma concha de ostra. Daí a expressão – votado ao ostracismo.

Dando como rigorosa a forma de votação e a usura do tempo não será desasado dizer-se quão largo, fundo e comprido é o rio humano de políticos ostracizados pelos votantes, recentemente, ficámos a saber que Pedro Santana Lopes deixou de andar por aí devido à paupérrima votação do seu partido Aliança. O «pote de mel» passou a pote de vinagre a amargar-lhe a boca recebendo a paga por ter forçado o ostracismo de muitos militantes do PSD, um dos mais notório é o falecido Dr. Meneres Pimentel.

As suculentas ostras pagam as «favas» da milenar fama quando na realidade são delicadas e substanciosas delicadezas gastronómicas sejam ao natural debaixo de múltiplas formas, a sós, com gotas de limão, aspergidas com pimenta ou em grão, manteiga e pão centeio, ainda com uma vinagreta e chalotas, esta última preparação considerada um desconchavo disparatado por gourmets sabedores.

Nos vários livros que possuo consagrados às ostras encontro amplo receituário de ostras cozinhadas ao vapor, grelhadas, assadas e fritas, em omeletas, pastelões, pastéis e empadas, no entanto, prefiro-as ao natural, sem a vinagreta. A pandemia confinou-me e continua a confinar-me, por isso quando quero ostras vou ao restaurante/marisqueira Profresco sediado na estrada marginal em Peniche.

Armando Fernandes

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