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Incêndios – Força Aérea em ações de patrulhamento e fiscalização

Em Sociedade

A Força Aérea Portuguesa (FAP), com uma aeronave P-3C CUP+ e uma tripulação de 13 militares, realiza entre hoje e terça-feira ações de patrulhamento e fiscalização no âmbito da prevenção de incêndios florestais.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, pode ler-se que as ações de patrulhamento e fiscalização “irão decorrer ao longo dos três dias, nos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, com especial incidência nos locais sinalizados como de risco muito elevado de incêndio”.

“Este empenhamento resulta de um pedido da Guarda Nacional Republicana ao Estado-Maior-General das Forças Armadas”, lê-se ainda na nota.

No sábado, a FAP tinha anunciado a suspensão das operações com os seus ‘drones’ até à conclusão da investigação à aterragem forçada de um destes aparelhos ocorrida no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.

Em comunicado, a FAP informava que uma aeronave não tripulada (‘drone’) sua, que estava a operar a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, de onde tinha descolado às 11:10 para uma missão de vigilância aérea na zona sul de Portugal, “realizou uma aterragem forçada” na zona do Torrão, concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, às 11:40.

“A aeronave foi dirigida para uma área isolada, não colocando em risco população ou habitações”, frisa a FAP, referindo que “as causas do acidente já estão sob investigação do Gabinete de Prevenção de Acidentes da Força Aérea”.

Segundo a FAP, “até à conclusão” da investigação, “as operações com este tipo de aeronaves estão suspensas nas outras bases de operação (Lousã e Mirandela)”.

Também no sábado, a FAP frisava que, “nesta altura de maior risco, irá empenhar aeronaves tripuladas para a realização das missões de vigilância aérea e deteção de fogos”.

A FAP adquiriu 12 ‘drones’ para reforçar a capacidade de vigilância aérea e deteção de incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em Portugal (DECIR).

Dos 12 ‘drones’, seis de asa fixa estavam a operar a partir de três bases de operação (Lousã, Beja e Mirandela), cobrindo as regiões Norte, Centro e Sul de Portugal, e até ao final de agosto tinham realizado cerca de 100 horas de voos.

Dos restantes aparelhos, dois com capacidade de descolagem e aterragem à vertical estão em fase de testes e qualificação. A FAP aguarda a entrega pelo fabricante dos outros quatro.

Segundo a Força Aérea, o processo de coordenação com a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está “plenamente implementado para as três bases de operação, através da ligação em rede e partilha de imagem em tempo real, permitindo desta forma maior celeridade na análise e resposta por parte das entidades no terreno”.

O Governo determinou a declaração da situação de alerta em 14 distritos do território continental, todos a norte do rio Tejo, incluindo Portalegre, entre as 00:00 de domingo e as 23:59 de terça-feira, face ao risco de incêndio.

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