Como o digital deixou de ser opcional nas nossas vidas

Em Empresas

O digital, o conceito de web 2.0 e a migração de atividades do offline para o online são adventos presentes nas nossas vidas há vários anos. Com efeito, falar-se de uma ascensão do digital ou de um suposto açambarcamento do virtual nas mais variadas esferas do dia-a-dia soa quase a conversa do século passado. Se atentarmos aos nossos comportamentos e hábitos, percebemos que estas mudanças não são propriamente novas. O digital deixou de ser uma opção há algum tempo e passou de algo novo ou estranho a uma franja da população para se tornar uma coisa que simplesmente está. Existe, acontece e verifica-se com a mesma naturalidade com que conduzimos um automóvel, acendemos a luz ou bebemos um copo de água.

Quando consultamos os meios de informação ou as agendas culturais, percebemos que o ambiente online alberga cada vez mais eventos, serviços e necessidades que outrora se circunscreviam por decreto e conveniência ao offline. Se entrevistas de emprego, conferências tecnológicas ou defesas de dissertações online se aceitam como ações naturais, a realização de eventos acaba por despertar alguma estranheza devido ao fator novidade. Em Santarém, o Festival Nacional de Gastronomia será virtual e com uma aposta forte na componente digital, que inclui conferências, demonstrações proporcionadas por chefs de cozinha e, obviamente, várias transmissões online. Se a amplitude destes eventos é inquestionavelmente maior devido ao digital, a experiência sai claramente prejudicada sem a parte sensorial que um evento gastronómico abarca.

Também em Santarém, a Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém promove um evento digital que, em condições normais, aconteceria no espaço físico. O Fersant Digital é uma feira digital de expositores que acontece totalmente online e que conta com mais de 100 participantes. As empresas têm os seus stands virtuais expostos no portal da feira, que será visto e analisado por mais de 30 mil contactos empresariais a nível nacional e internacional. Esta promoção industrial é muito importante para as empresas ribatejanas, que procuram alargar o leque de clientes e usufruir de exposição direta junto de parceiros estratégicos. A realização deste tipo de eventos num formato online é cada vez mais popular, já que obriga a custos tão elevados e proporciona uma logística menos agressiva aos anunciantes.

Um dos grandes trunfos do digital assenta na criação de conexões de proximidade mais democráticas e simples. Os serviços online possibilitam uma maior justiça social, alicerçada no acesso à rede e supressão de barreiras geográficas. As compras online em plataformas como Wish, Amazon ou Alibaba estão ao alcance de qualquer pessoa com acesso à rede, independentemente da sua localização. Através do digital, um ribatejano ou um albicastrense não necessitam se deslocar a um local específico para fazer aquisição de produtos que só encontraria nesses locais. Esta abertura dos mercados é benéfica para quem vende e para quem compra.

No entretenimento, este fenómeno é ainda mais evidente com o aparecimento de plataformas de streaming como o Spotify ou o Netflix, que proporcionam acesso a música, filmes e séries no digital. Também a indústria de jogos tem estado em ebulição com o aparecimento de novos casinos online, como o Unique Casino ou o White Lion, que oferecem uma maior diversidade de jogos e uma maior competitividade através de novas promoções e bónus de boas-vindas mais atrativos. Independentemente da localização geográfica, todas as pessoas podem usufruir dos melhores filmes ou dos jogos de casino mais divertidos através deste tipo de plataformas digitais. Como é óbvio, estas opções vão alterando os hábitos de consumo dos utilizadores, que recorrem cada vez mais ao online de forma instintiva.

A capacidade do digital para eximir desigualdades de acesso à área da educação é outro aspeto a juntar ao acesso às compras e ao entretenimento. O acesso a formações, workshops, webinars ou até cursos online está completamente generalizado, permitindo a aquisição de competências e conhecimentos de forma cómoda e flexível. O b-learning é um formato misto de formação, que combina a vertente online e offline, e que estará a ser usado pela Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém numa formação que arranca a 15 de Setembro em várias cidades da região. Desta forma, os formandos poderão tirar partido dos maiores benefícios da formação presencial e à distância.

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