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PCP de Santarém defende maior fiscalização aos lares de idosos

Em Sociedade

A Direcção Regional de Santarém do PCP, na sequência do surto de COVID-19 no Centro de Repouso e Lazer Fonte Serrã, na Póvoa de Santarém, e no lar Quinta de Valmonte, Santarém, reafirma a “necessidade de uma política diferente daquela que tem vindo a ser tomada nas últimas décadas e que tem conduzido os sectores social e da saúde à decadência”.

“Tendo em linha de conta a facilidade de transmissão do vírus COVID-19, o aparecimento de casos de infecção em instituições sociais é possível e, de certa forma, expectável. São exemplo disso, o aparecimento de vários casos em vários lares de todo o País”, afirma o PCP de Santarém.

O problema, aponta o PCP, “reside nas débeis condições previamente existentes e na ausência de planeamento de uma resposta efectiva. Para o PCP, o COVID-19 é um revelador das fragilidades, expondo, da pior forma, um sistema e um poder político que se demite de planear o sector social em Portugal“.

Para o PCP, “a magnitude do surto de COVID-19 destes surtos leva à necessidade de aplicação de medidas concretas e apuramento das circunstâncias que a ele conduziram”.

O PCP entende que “as empresas privadas que gerem os lares com fins lucrativos devem garantir o cumprimento das normas e orientações emanadas pela Direcção-Geral Saúde, com especial relevo para a protecção dos trabalhadores (através da disponibilização de equipamento de protecção individual adequado) e dos utentes (medidas de higienização e de contenção de risco de contágio)”.

“A resolução destes surtos passa pela aplicação dos planos de contingência dos Lares, pela acção e inspecção pelo Instituto de Segurança Social e pela articulação com os serviços de saúde”, refere o comunicado.

O PCP aponta como “essencial o acompanhamento e fiscalização regulares dos estabelecimentos de apoio social por parte do Instituto da Segurança Social, para avaliar a qualidade dos serviços prestados aos utentes, nomeadamente, no que se refere a condições de alojamento, alimentação e condições sanitárias”.
O PCP afirma que “continuará a defender o reforço de meios materiais e humanos do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social. A actual epidemia está a demonstrar a necessidade no investimento nos serviços públicos, pois esses serviços estão na linha da frente na protecção dos trabalhadores e do Povo, apesar das enormes carências a que estão sujeitos”.

O PCP reafirma “a necessidade de uma política diferente. Uma política que estruture o apoio social, que o encare como verdadeiro e necessário serviço público, que o faça basear-se em instituições públicas, reguladas e fiscalizadas. Uma política em que o Estado não se demita das suas responsabilidades para com os reformados, pensionistas e pessoas com doenças incapacitantes, mas que se assuma como verdadeiro Estado social”.

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