Associação de Futebol de Santarém reduz custos para apoiar os clubes

Em Desporto

A Associação de Futebol está a mobilizar meios para apoiar os clubes, através da redução de custos. Com os jogos sem público, baixam as despesas com a segurança, dispensando o policiamento.

A Casa do Campino em Santarém encheu, no dia 11 setembro, para a reunião anual que marca o arranque da temporada desportiva 2020/2021. Marcaram presença 57 dos mais de 70 emblemas inscritos da Associação. A sessão contou com as presenças de Pedro Dias, diretor coordenador da FPF, Rui Manhoso, diretor da FPF e Jorge Maia, presidente do Conselho de Arbitragem. Entre outros aspetos, a intervenção de Pedro Dias centrou-se na na clarificação dos procedimentos a adotar para o cumprimento das orientações da DGS.

No início dos trabalhos foi feito o sorteio para o representante ribatejano na Taça de Portugal de Futsal. Em sorte saiu a equipa do Carvalhos Figueiredo. 

Nesta reunião estava ainda previsto a realização dos sorteios dos Campeonatos da 1.ª Divisão de Futsal e Futebol, mas foram adiados em acordo com os clubes. Não está em causa o adiamento do arranque destes campeonatos. 

Francisco Jerónimo reforçou “que durante estes meses foi prioridade da AFS, estar próximo dos clubes, através dos membros da Direção, das reuniões setoriais que tivemos, da interligação do nosso Gabinete Técnico com as áreas técnicas dos clubes e a disponibilidade dos restantes serviços da AFS.”

Nas reuniões em maio, que a AFS teve com os clubes filiados, com grande e empenhada participação, foi possível conhecer e melhor avaliar a situação que o futebol distrital estava a viver e projetar o futuro, considerando os dados conhecidos.
Entre as medidas a tomar destaca-se a redução de custos na AFS; estudar programa de apoio direto aos clubes, para compensar a perda de receitas, viabilizando a preparação do arranque da época 2020/21.

Para fazer face às muitas dificuldades que os Clubes iriam sentir neste período, a Associação de Futebol de Santarém em reunião da Direção de 20 maio 2020 deliberou aprovar um programa com medidas excecionais, para ser implementado no início da época de 2020/21.

Para concretizar este programa, com o montante estimado em 100.000€, foram mobilizadas as verbas possíveis, nomeadamente o estorno dos seguros desportivos, através de negociação difícil, resultados positivos do exercício de 2019, que veio a ser aprovado em AG de 31 de julho, apoios da FPF, também posteriormente confirmados e verbas resultantes da redução de custos diretos da AFS.

O programa incide sobre as seguintes cinco rúbricas: Taxa de filiação dos clubes, taxa de inscrição dos atletas, taxa de inscrição das equipas nas competições, valor do cartão dos atletas e por último no prémio de seguro dos atletas e dirigentes.
1. Quota de filiação – apoio de 100%;
2. Quota de inscrição de jogadores – apoio de 30%;
3. Quota de inscrição nas diversas provas – apoio de 30%;
4. Quota de emissão de cartões de jogadores – apoio de 30%;
5. Seguro dos atletas/dirigentes (contrat. 2019/20 via AFS) – apoio de 27,5%;

A direção em reunião de 22 de junho, aprovou um conjunto de medidas e incentivos de apoio para a época 2020/2021; (verba estimada 31.000€)
O lançamento do programa Covid, não prejudicou outros apoios aos Clubes, que tinham sido lançados recentemente:
• Apoio à modernização dos Clubes; (24 Clubes apoiados, 11.000€)
• Apoio para equipamentos desportivos; (65.000€ de candidaturas aprovadas com execução financeira de 50%).

Apesar do estado de incerteza que todos vivemos, a AFS teve como prioridade informar os clubes de toda a evolução e preparar atempadamente os apoios para que os clubes pudessem projetar a época 2020/21.

“Nos vários contatos, que a direção e os próprios serviços tiveram com os clubes, sempre foi transmitido que apesar de estamos a lançar a próxima época desportiva,  tudo será avaliado ao dia, face à evolução da Pandemia. O plano de todas as ações desportivas da época 2020/2021, está elaborado, dependente das necessárias autorizações para o início”, defendeu Francisco Jerónimo.

O líder da AFS destacou que é preciso “mobilizar meios para vencer esta fase difícil, e é indispensável a afetação de recursos no apoio direto aos clubes. Mas reduzir custos de organização é inevitável. Temos áreas onde já o fizemos e outras onde temos de procurar a redução de custos, na segurança aos eventos desportivos, lembro que para a segurança nos recintos desportivos, o policiamento não é obrigatório, como a AFS defende e os clubes têm utilizado esta prerrogativa.”

O apoio do Estado aos custos do policiamento foi uma conquista de um processo difícil: Seniores 50%; formação 80%; Juniores e juvenis; restante formação 90%;

“Estando a presença de público interdita, apenas agentes desportivos podem estar presentes, fica simplificada a segurança, que como uma parte significativa de clubes já fazem, reduzindo despesas de organização, que tem seguramente a compreensão da nossa Arbitragem. É neste estado de incerteza que temos de construir as decisões para o futuro. O futuro vai ser difícil, mas em conjunto vamos vencer este jogo”, concluiu o dirigente. 

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