Foto: AG Gymnasium Melle

A luz ao fundo do túnel

Em Opinião

Ana Gomes, apresentou oficialmente a sua candidatura ao mais alto cargo do Estado democrático no dia 10 de setembro de 2020, um marco para um novo rumo da democracia no nosso país. Sendo este um trilho de prosperidade, inovação, anticorrupção, afastando a corrupção que invade nocivamente o Estado social que apregoa a legalidade constitucional do pós-25 de Abril. É necessário um líder justo, reto, humano e intelectual para combater neste campo de batalha, isto é, que seja capaz de delinear estratégias políticas progressivas que ajudem a munir os mais desprotegidos , como igualmente escudem os menos vulneráveis, atingindo deste modo o equilibro pleno que um Estado Democrático deve procurar oferecer aos seus cidadãos. Ana Gomes possui todas estas capacidades singulares que tornarão o nosso país num local mais seguro, mais inclusivo e mais coeso, através de políticas publicas afastadas da corrupção e patrocinadas por programas que visem penalizar legalmente todos os atos que revelem estes comportamentos nefastos e lesivos do erário público.

Esta diplomata e política apresenta um percurso ímpar, com bastante trabalhado executado fora do “papel”, visto que o mais difícil neste percurso não é a delineação de projetos, mas sim a execução prática dos mesmos. Foi eurodeputada ao Parlamento Europeu desde 2004 até 2019, em representação dos portugueses, servindo diversas comissões, desde comissão de relações externas, como também na subcomissão de Direitos Humanos. Um dos seus grandes triunfos foi o auxilio que prestou no processo de independência timorense, em que foi uma diplomata mediadora fundamental na procura dos direitos daquelas pessoas que se encontravam à mercê da maré. Tornou-se uma peça fundamental do puzzle da paz e da segurança humanitária, valores basilares da UE.

Os portugueses nas presidenciais não irão votar em partidos, mas sim em personalidades. Personalidades estas que transmitam confiança, verdade e transparência para a vida de todos nós, isto é, que inspirem vontade de lutar pelos interesses da comunidade e por colocar o nosso Estado num plano forte não só a nível europeu como internacional, através da consolidação e expansão das nossas relações externas, diplomáticas.

Ana Gomes na sua ação política pretende devolver aos portugueses uma maior transparência e escrutínio de todas as instituições democráticas, por forma a conseguir recuperar a esperança que muitos perderam ao longo da sua vida, muito devido às falsas promessas dos populistas que criaram ilusões na mente dos portugueses, lançando um anzol fácil de captar a atenção dos mais esquecidos.

Ana Gomes enfrenta e tem capacidade de defrontar esta frente de ameaças que inflamam a nossa democracia e os princípios constitucionais, nomeadamente os partidos que descredibilizam problemas estruturais existentes no nosso Estado.

Esta semana, Ana Gomes realizou uma entrevista marcante, tendo sempre respondido à altura e com um nível de intelectualidade e humanidade ímpares. Considero que é a presidente certa para liderar o leme da democracia. Conduz não só prosperidade política como rejuvenescimento ao seu programa, bem como modernização e cativação de jovens para a importância da política num Estado Democrático. Atribui igualmente extrema importância ao quadro europeu e à ligação que Portugal tem de fortalecer para pudermos construir um melhor futuro a nível interno, europeu e internacional, com a consolidação das relações externas.

É necessário travar a ameaça crescente, alimentada pela desinformação e fantasia que não passa de uma mera ilusão que posteriormente saírá caro a todos os portugueses. É imprescindível continuarmos a combater o racismo, com projetos universalistas, inclusivos e que promovam e sensibilizem a igualdade. Um ponto também abordado por Ana Gomes.

O combate à corrupção e à criminalidade, assim como o investimento necessário em ciber segurança face à evolução tecnológica crescente e progressiva, é um ponto muito importante, desenhado e inserido no seu projeto, face às vulnerabilidades de “security” que Portugal ainda apresenta. Demonstra igualmente, a sua preocupação no mote das fragilidades que as novas tecnologias criaram. É imprescindível conservar os direitos de personalidade inerentes a todos nós, concedidos pela nossa constituição e código civil, assim como, preservar a nossa privacidade digital e pessoal. Ana Gomes ao considerar esta luta como algo importante que o Estado não pode fechar os olhos e olhar para o lado, revela que é atual e possui uma mentalidade construtiva e moldável face a novos desafios, não só aqueles que emergiram da Pandemia como aqueles que foram originados e potenciados pelas novas tecnologias. Necessitamos de políticas fortes nesta matéria para escudarmos toda a população de qualquer inimigo, muitas vezes invisível.

Esta personalidade defende não só as maiorias como as minorias, não deixando ninguém cair no esquecimento!

É de salientar a grande importância que Ana Gomes teve no processo da troika em 2011, que consumiu a economia portuguesa e consequentemente o bolso dos portugueses, destruindo muito emprego. Nessa altura a eurodeputada marcou uma reunião com representantes do FMI em Portugal precisamente para discutir qual a melhor política e caminho a traçar, em que os temas mais debatidos foram a corrupção e não taxação de mais-valias imobiliárias em Portugal.

Teve ainda um papel fundamental em todo este processo de auxilio ao nosso Estado e em que sempre defendeu que o Governo naquele período foi muito para além do memorando para a assistência financeira da Troika. Solicitou que existisse transparência e justiça social, por via a ser possível acabar com a especulação e apoiar a economia real.

Luta pela defesa dos Direitos Humanos e possui uma carreira diplomática e política sui generis, em que a experiência por esta adquirida é um valor acrescentado para a nossa nação. Uma candidata formidável e à altura deste grande desafio!

Esta forte personalidade criticou também fortemente a política dos “Vistos Gold”, que servia de ignição em algumas situações para o branqueamento de capitais e lavagem de dinheiro, contrariamente ao elemento teleológico deste projeto que era o de atrair investimento lícito para Portugal, contribuindo em grosso modo para o crescimento económico do nosso País.

E neste caso em específico, fomenta nas suas convicções transparência e escrutínio, visto que é necessário fazer questões à chegada de dinheiro, ou seja, arquitetar o Due Diligence e Compliance dos capitais e recursos financeiros que dão entrada nos cofres dos bancos em Portugal. Deste modo, estamos a formar um trajeto em sentido do combate ao Branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, oriundo de outros países ou até do nosso.

É necessário acabar com este mal se procuramos a paz e a justiça social!

Se pretendemos traçar uma rota da mudança, Ana Gomes é a lux para um Portugal que capitaliza todos os seus recursos humanos e naturais, em prol do interesse público e em prossecução do bem-estar social, económico e financeiro.

João Leitão

Aluno do 3.º ano na dupla licenciatura em Direito e Gestão, na Universidade Europeia

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