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Propostas de resposta à Covid-19 para Santarém e região

Em Opinião

O trabalho de equipa e o diálogo com as pessoas que atuam na área da saúde, da educação e da proteção civil permite balancear a progressão e tirar ilações da Covid-19 também no concelho de Santarém e região.

Esta partilha de reflexões para propostas úteis e positivas à população é trave mestra do trabalho que o Bloco de Esquerda realiza também na Assembleia Municipal de Santarém.

Na Assembleia de 6 de setembro, esse trabalho adquiriu a forma de propostas do BE tendo três aspetos fundamentais sobre as quais o poder autárquico tem de ter atitude – quer de pressão sobre o governo da República, quer sobre atuação própria:

– A defesa de testes gratuitos a professores, assistentes operacionais e alunos;

– A importância de reforçar o SNS para responder à pandemia nos lares;

– Ação pró-ativa sobre lares, funcionários e procedimentos corretos no contato.

Em coerência, o poder local deve exprimir e instar o governo a:

  1. Organizar os meios e os recursos para a realização de testes gratuitos a todos os professores, alunos e assistentes operacionais das escolas públicas, no âmbito do início do ano letivo, em articulação com as autarquias e saúde pública, remetendo para posterior testagem mais sensível, e também gratuita, os casos positivos resultantes do primeiro teste.
  2. Assegurar que os agrupamentos escolares e equipas de saúde locais, em articulação com a autarquia de Santarém e a saúde pública, têm capacidade para disponibilizar gratuitamente a realização de teste rápido a professores, alunos e assistentes operacionais, a qualquer momento do ano letivo, e dissemine conteúdo formativo com conhecimento e boas práticas sobre a Covid-19 e o processo de testagem e isolamento.
  3. Realização do teste periódico por amostragem para monitorizar o estado epidemiológico das escolas.

No que aos idosos diz respeito falta uma resposta nacional, nomeadamente:

  1. É necessário ativar espaços alternativos para acolher pessoas que estejam em lares sem condições ou lares clandestinos.
  2. É necessário equacionar a domiciliação de idosos – com apoio domiciliário – o que implica um plano estatal de contratação de equipas de apoio domiciliário e uma nova valência pública.

Existindo no concelho de Santarém pelo menos 23 Estruturas Residenciais para Idosos e que em várias já se desencadearam focos, é nosso entendimento que o governo local seja proativo em trabalho conjunto com a Direção de Saúde no sentido de verificar:

  1. Existem Planos de Contingência em todas estas estruturas?
  2. Os trabalhadores destas estruturas têm formação em colocação e remoção de equipamentos de proteção individual (EPIs)? 
  3. Há equipamentos de proteção individual em quantidade suficiente nestas estruturas?
  4. Em caso de todos ou uma parte significativa de trabalhadores ficarem contagiados, quais são as opções agora em vigor para a sua substituição no cuidado dos idosos?
  5. Há pessoal qualificado no cuidado das pessoas idosas para substituir trabalhadores em caso de doença destes ou de exaustão?

Por fim. É necessário valorizar todos os intervenientes na saúde, segurança pública e proteção civil, nas suas carreiras e salários: a função pública deve ter aumentos salariais dignos.

Não basta bater palmas à janela e anunciar jogos de futebol, são precisos atos concretos que motivem os profissionais!

Vítor Franco

Deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Santarém

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