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A vacinação e a prudência com os medicamentos no topo das preocupações da saúde outonal

Em Saúde

Há publicações muito bem elaboradas por associações de doentes, destaco o boletim da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, um modelo de Literacia em Saúde. No seu número mais recente, uma pediatra, Patrícia Costa Reis, fala da importância das vacinas em pessoas com doenças reumáticas e escreve:

“As pessoas com doenças reumáticas inflamatórias, como o lúpus, a artrite reumatoide, a artrite psoriática ou a espondilite anquilosante, têm uma desregulação do seu sistema imunitário, o que as torna mais suscetíveis a infeções. Para além disso, são tratadas com medicamentos imunossupressores, que diminuem as defesas contra as infeções, como é o caso dos corticoides ou os fármacos biológicos. Estes doentes têm, assim, um maior risco de infeções graves. A vacinação é da maior importância. Contudo, existe uma baixa cobertura vacinal nestes doentes. Num estudo internacional, constatou-se que apenas 25% dos doentes com artrite reumatoide tinham recebido a vacina da gripe há menos de um ano e apenas 17% tinham sido vacinados com a vacina antipneumocócica nos últimos cinco anos (…) Cada vez se sabe mais sobre a segurança e a eficácia dos vários tipos de vacina em doentes reumáticos imunodeprimidos. Na maioria dos doentes ocorre uma resposta adequada às vacinas. Algumas recomendações práticas sobre este tema para adultos e crianças com doenças reumáticas inflamatórias: é desejável que o estado de vacinação seja avaliado pelo seu médico antes do início da terapêutica imunossupressora; caso a estabilidade da doença o permita, a vacinação deve ser efetuada antes do início da terapêutica imunossupressora. Para saber mais, contacte a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas através do mail lpcdr@lpcdr.org.pt.

Recorde-se que o outono aumenta a probabilidade do aparecimento de afeções respiratórias e muitas outras que são responsáveis pelo aumento da mortalidade dos grupos de risco. Alguns exemplos. As pessoas com “reumatismo”, isto é, sofrendo de doenças de diferente natureza que se refletem num aumento de dores ósseas e articulares, vêm habitualmente agravadas as suas queixas a partir do outono. São situações que as levam a consumir doses elevadas de medicamentos anti-inflamatórios, muitas vezes de forma desregrada, sem obedecer aos cuidados recomendados para a proteção do estômago, o que pode dar origens a gastrites, úlceras ou até mesmo hemorragias digestivas. Se os anti-inflamatórios que toma para as doenças reumáticas lhe causam alguma perturbação no estômago, ou se receia que venham a surgir, informe-se junto do seu farmacêutico sobre as precauções a ter para as evitar e, consequentemente, sobre as complicações que podem decorrer dos consumos desregrados dos medicamentos.

Não se esqueça que estamos a viver um período muito peculiar de pandemia, ainda sem fim à vista, e que em breve se poderá dar o aparecimento de surtos de gripe, esta faz-se acompanhar de complicações no aparelho respiratório, no aparelho cardiovascular, é uma verdadeira maldição para os doentes crónicos e daí ser premente a administração da vacina logo que possível. Quanto maior for o número de pessoas vacinadas, melhor se conseguirá prevenir a situação da epidemia da gripe. Felizmente que há cada vez mais espaços para tomar esta vacina. Ela também está disponível no espaço da farmácia, este profissional de saúde está também apto para prestar todos os esclarecimentos sobre os novos medicamentos específicos para a gripe. E não esqueça que não deve pressionar o farmacêutico a dispensar antibióticos, eles são inúteis nos estados gripais.

Mário Beja Santos

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