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Trabalhadores das Santas Casas de Misericórdia em greve

Em Sociedade

Os trabalhadores das Santas Casas de Misericórdia vão fazer greve no dia 15 de outubro e realizam nesse dia uma concentração junto à União das Misericórdias Portuguesas e junto ao Ministério do Trabalho. A Secretária Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, vai estar presente na concentração, junto ao Ministério do Trabalho.

“Num ano e num momento em que tanto se fala dos trabalhadores essenciais, dos trabalhadores da Linha da Frente, é necessário que haja a coragem para valorizar as carreiras profissionais de quem, num momento particularmente difícil, não abandona utentes, trabalha no limite das suas forças e capacidades, dando o melhor de si para cuidar dos que mais necessitam”, afirma o CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

Os salários das Ajudantes de Lar, com 5, 10, 15, 20, 25 e mais anos de antiguidade nas instituições, é o Salário Mínimo Nacional. As diuturnidades não são pagas. A especialização destes trabalhadores não é valorizada. Desde há pelo menos 4 anos que os salários da generalidade dos trabalhadores não são aumentados.

“Apesar de cumprirem exemplarmente o seu papel, os seus direitos colectivos são atropelados todos os dias pelas direções das Misericórdias e pelo Governo”, acusa o CESP. 

“Os trabalhadores das Misericórdias foram obrigados pelo Governo e Instituições a trabalhar 10, 12, 24 horas seguidas, 7 ou 14 dias consecutivos”, afirma o sindicato, sublinhando que “até ao momento nenhum recebeu o trabalho suplementar devido”. Os trabalhadores foram, também, impedidos de gozar férias, de rescindir contratos de trabalho e até de prestar assistência aos seus filhos.

Segundo o CESP, as ajudantes de lar recebem todas 635€, por força da subida do salário mínimo nacional, caso contrário receberiam ainda menos.

“Estes trabalhadores, considerados (por todos) essenciais para responder à pandemia, continuam na linha da frente, diariamente com os seus direitos individuais e colectivos a serem atropelados, com cargas horárias excessivas, sem cumprimento dos descansos semanais, sem pagamento do trabalho extraordinário”, denuncia o Sindicato.

“É urgente o aumento dos salários de todos os trabalhadores das Misericórdias e a valorização das carreiras profissionais”, adianta o CESP, considerando que “a União das Misericórdias Portuguesas, enquanto patrão, paga à maioria dos seus trabalhadores em lares, centros de apoio a deficientes e unidades de cuidados continuados 635€, por força do aumento do salário mínimo nacional”.

O Ministério do Trabalho, entidade responsável pela emissão da Portaria de Regulamentação de trabalho dos trabalhadores do sector social tem de constituir a comissão técnica para revisão dos salários destes trabalhadores, portaria que já não é revista desde 1996, afirma o sindicato.

Por estes motivos, os trabalhadores das Misericórdias vão estar em greve e concentrar-se no dia 15, às 11h30 junto à UMP e às 14h30 junto ao Ministério do Trabalho.

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