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Beja Santos com novo livro “Nunca Digas Adeus às Armas (Os Primeiros Anos da Guerra da Guiné)”

Em Ribatejo Cool

Acaba de ser publicado o livro Nunca Digas Adeus às Armas (Os Primeiros Anos da Guerra da Guiné), de Mário Beja Santos em coautoria com António dos Santos Alberto Trindade.

Desde 2008 ao presente Mário Beja Santos já publicou nove títulos relacionados com a Guiné Portuguesa e a Guiné-Bissau. Este 10.º livro, feito em coautoria, prende-se com os três primeiros anos da guerra da Guiné. Nas palavras do autor, “trata-se de pôr numa ampla sala de conversa a história de um batalhão em poesia popular, fazendo ouvir múltiplos atores, todos eles combatentes, e, a par disso, fazer um pouco mais de luz sobre o comportamento estratégico utilizado pelas Forças Armadas Portuguesas, dado que a historiografia portuguesa é praticamente omissa e mesmo nalguns casos denegridora dos procedimentos adotados pelos dois primeiros comandantes-chefes, aqui se procura desmontar a falsidade de que não se combateu energicamente a guerrilha, esta sim era excecionalmente dotada e tinha na liderança um génio revolucionário, Amílcar Cabral. Em jeito de uma conversa tipo online, este livro procura a verdade dos factos e dos feitos“.

De algum modo, afirma Mário Beja Santos, “aqui se procura, a pretexto de uma genuína poesia popular para contar a história do Batalhão de Cavalaria N.º 490, evidenciar a natureza da resposta e não é difícil concluir que houve sagacidade e lucidez na aplicação dos meios existentes, modestos, postos naquele teatro de operações. Ocupou-se território, ajudou-se as populações, houve um esforço desenvolvimentista dentro de uma economia caótica, nunca se escondeu que de ano para ano a guerra era cada vez mais difícil, e que naqueles primeiros anos se vinha muito impreparado, era tudo um mundo desconhecido, hostil, sem instalações, combatendo com armas antigas. É essa a reparação que se procura transmitir neste livro“.

Creio que o leitor, entusiasmado por estas peripécias que ocorreram entre 1963 e 1965, os primeiros anos da guerra da Guiné, saboreará com tanta gente a perorar numa imensa sala de espelhos, ouvir-se-ão tiros e suspiros de saudade até ao resgate final, quando se perceber que a missão fora cumprida, ainda não se sabendo que haveria, até ao último dia das suas vidas, memória daquela camaradagem, lembrança de naquelas terras todos ali se terem feito homens“, escreve Mário Beja Santos na apresentação da obra.

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