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Dois médicos e um funcionário do Hospital de Santarém infetados com covid-19 violaram confinamento obrigatório

Em Sociedade

Dois médicos e um funcionário do Hospital de Santarém que testaram positivo à covid-19 terão violado o dever de confinamento obrigatório. A denúncia foi feita pelo diretor clínico do Hospital de Santarém, Paulo Sintra, em declarações à SIC Notícias.

Já depois de saberem que estavam infetados pela covid-19, uma médica foi vista a fazer compras numa grande superfície e um médico e um funcionário foram a um funeral, afirmou o diretor clínico do Hospital, que reportou os casos à Autoridade de Saúde Local.

A denúncia é grave e se vier a ser provada constituirá um crime de desobediência e um crime de propagação de doença, que no limite é punível com uma pena de prisão até cinco anos.

O Hospital de Santarém sofre neste momento um dos maiores surtos no país em unidades hospitalares. Tem um total de 31 profissionais infetados e outros 51 foram colocados em isolamento profilático, segundo a última atualização. A maioria são enfermeiros, mas contam-se também, pelo menos, três médicos.

Segundo o diretor clínico, o primeiro foco que afetou o Hospital teve origem num doente que ia ser operado e que testou negativo, mas afinal estava infetado e acabou por propagar a doença aos dois outros doentes que estavam no quarto, e constituiu o primeiro de vários focos que atualmente afetam os serviços de Medicina Interna e de Cirurgia de Urologia.

O diretor clínico Paulo Sintra garante que apesar de ter 83 profissionais de saúde doentes ou em isolamento profilático, “o Hospital continua a assegurar todos os serviços, com a reorganização dos serviços e o esforço de todos os profissionais que abdicam de folgas e de parte das suas vidas pessoais para assegurar as escalas”.

“O Hospital está a aplicar o plano de contingência, adaptando os serviços de cada vez que um funcionário adoece ou é colocado em quarentena. Ainda não chegámos ao ponto de rotura que obrigaria a encerrar serviços”, declarou Paulo Sintra.

“O Hospital já antes da pandemia trabalhava no limite, pelo que agora com estas carências de pessoal sentem-se e não se sabe até quando os profissionais vão aguentar esta sobrecarga”, afirma.

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