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Santarém – Os Verdes querem avaliação dos impactos da extração de areias no rio Tejo

Em Sociedade

A deputada Mariana Silva, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta, questionando o Governo através do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, sobre a extração de areias no Rio Tejo, nas caneiras, concelho de Santarém.

Segundo a deputada, “é do conhecimento geral o estado de assoreamento do Rio Tejo, de Abrantes até ao estuário. Assoreamento que se deve à escassez de caudal, que impossibilita o transporte de inertes ao longo do percurso do rio até à foz, privando a orla costeira da reposição de areias tão necessárias”.

Mariana Silva adianta que “também é do conhecimento público e de longa data o alerta do Partido Ecologista Os Vedes para a forma como é praticada a extração de inertes, nomeadamente no rio Tejo. Extração que em vez de contribuir para a reposição equilibrada do leito, agrava ainda mais os desequilíbrios nas áreas onde é praticada, pelas alterações que gera no perfil do rio, que criam canais de pressão do caudal sobre as infraestruturas existentes, nomeadamente os pilares das pontes, podendo provocar o seu descalçamento”.

A depurada dos Verdes refere que “o prolongamento de licenças para a extração de inertes no mesmo local por longos períodos é já por si uma situação problemática, e ainda agravada quando se localiza junto a pilares de pontes. Estudos existentes comprovaram que a “onda” de extração se faz sentir numa distância de 4 km a montante e a jusante do local, pelo que devem ser afastados, no mínimo esta distância das estruturas”.

Ora, segundo a deputada, “acontece que a cerca de 2 km junto à Ponte Salgueiro Maia em Santarém, existe uma extração de areias na margem direita do rio, há mais de 10 anos, que vai agravando e aprofundando o canal junto a esta margem, enquanto os inertes se acumulam na margem oposta, criando assim uma pressão diferenciada do caudal sobre os pilares da ponte e consubstanciando um verdadeiro risco para os mesmos”.

Os Verdes verificaram no terreno que “na maioria das vezes, tal como mostram as fotografias que aqui publicamos, a “lagarta” e a bomba de sução dos inertes estão dispostas de margem a margem, ocupando todo o canal de água, impedindo assim qualquer embarcação de passar, seja de lazer ou de pesca“.

Assim, a deputada questiona o Governo para saber “desde quando tem este areeiro licença para a extração de inertes no rio Tejo, junto à ponte Salgueiro Maia, em Santarém? Qual a duração da mesma? Têm sido avaliados os impactos desta extração sobre as alterações ao perfil do rio Tejo? Têm sido realizadas vistorias submarinas de avaliação aos pilares da ponte em causa? Em caso afirmativo, quando ocorreu a última fiscalização? Para quando se prevê a próxima?”

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