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Câmara de Alpiarça apresenta projeto de requalificação do mercado e do centro cívico

Em Região

A Câmara de Alpiarça fez a apresentação pública do projeto de requalificação do Mercado (2.ª fase) e do Centro Cívico de Alpiarça. A sessão teve lugar no dia 23 de outubro, no interior do espaço já reabilitado do Mercado Municipal.

Apresentaram a operação o presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira, e os autores do projecto de arquitetura e especialidades, Arq. Pedro Oliveira e Eng. Ricardo Vaz.

Na 2.ª fase de intervenção no projeto de reabilitação e adaptação do Mercado Municipal de Alpiarça, a intervenção centra-se na conclusão das obras que não foram possíveis de realizar na 1ª fase de Intervenção e na área envolvente do Centro Cívico até à Igreja de S. Eustáquio.

Na 1.ª fase de intervenção do mercado foram resolvidos problemas estruturais do mercado, tais como a substituição da cobertura, substituição da rede elétrica, criação de instalações sanitárias, melhorias de conforto e bem-estar dentro do mercado, substituição de pavimento, modernização de bancas, substituição da totalidade da caixilharia exterior e interior do piso 0, instalação de toldos em todas as lojas, criação de uma pequena praça agregadora de pessoas para que a saída do mercado não fosse feita diretamente para uma estrada circulável.

Com esta intervenção conseguiu-se obter uma imagem uniforme e coesa do mercado, assim como uma modernização de materiais, tornando o espaço mais apelativo e moderno. Nesta segunda fase a ambição é ainda maior, com a conclusão das galerias que permitirá a criação de um espaço multiusos para diversos fins comerciais, com diferentes métricas e configurações, uma vez que a configuração das galerias poderá ser alterada com a simples abertura ou fecho de portas.

Arranjos exteriores vão criar estacionamento

Os trabalhos de arranjos exteriores serão a obra de maior impacto para todo o mercado, permitindo uma visibilidade totalmente diferente, uma imagem que este nunca teve, devido ao edificado circundante, e em muito irá contribuir também com a criação de várias bolsas de estacionamento em torno do mercado que irá oferecer condições semelhantes às das grandes superfícies comerciais, sendo as questões de mobilidade urbana prioritárias.

A atratividade de toda a envolvente será cuidada e atualizada para o século XXI, essas condições serão criadas com a demolição de edificado circundante do mercado que se encontra em ruínas, e criação de uma zona ajardinada com sombras e locais que promovem a interação social.

Articulação com o mercado semanal

Outro ponto fundamental para o sucesso desta segunda fase vai ser a articulação do Mercado Semanal com o Mercado Municipal, ou seja, a ligação de várias vertentes num verdadeiro centro cívico e abertura a toda a Vila e serviços circundantes.

Mobilidade Urbana é prioridade

A mobilidade urbana é uma prioridade na presente intervenção, tendo em conta o envelhecimento da população, assim como o incentivo aos percursos pedonais ou de micro mobilidade, como as bicicletas, trotinetes, etc..

Os espaços em torno do mercado terão o mínimo de barreiras físicas possíveis, não existindo ressaltos, passeios altos, ou pavimentos de difícil progressão.

A parte exterior do mercado será também alvo de uma extensa intervenção, tendo em conta que estes locais são sítios de convívio social, agregação e convívio da população. “São estes os pontos que dão vida às aldeias, vilas e cidades, como tal este local terá de ser prazeroso, de fácil acesso e soluções de parqueamento de curta duração, sendo este o grande fator diferenciador das grandes superfícies comerciais, com os seus parques de alcatrão austeros e apenas vocacionados para o consumo, terá de ser um local de referência e atraente por si só”, propõem os autores do projeto.

O edificado existente na Rua José Relvas, que faz estrema com a Igreja, encontra-se também em elevado estado de degradação e necessita de intervenção urgente, sendo que uma das partes desse edificado já se encontra em ruinas.

O edificado impossibilita a mobilidade urbana tão necessária para a revitalização do mercado uma vez que o passeio possui menos de 50 cm e no lado oposto da estrada o passeio embora seja um pouco maior, mas com apenas 70 cm, o que dificulta a circulação de pessoas por exemplo com sacos de compras, acompanhadas por crianças e mobilidade condicionada. Tal constrangimento impede o fluxo de pessoas que residem na Praça José Faustino Rodrigues Pinhão e Rua Comandante Fontoura da Costa, locais de elevada densidade populacional graças aos prédios multifamiliares que dificultam e dissuadem o acesso à zona do Mercado Municipal.

A passadeira pedonal existente nesse local é de difícil utilização devido à pouca dimensão do passeio, o que obriga a grande proximidade da estrada, facto que é intimidante com a circulação de veículos pesados neste local, onde, infelizmente já se registaram acidentes graves.

Com esta visão estratégica de mobilidade e reconfiguração urbana da zona, há uma necessidade de integrar o jardim pertencente à Igreja, na zona de mobilidade que se pretende criar desde a Zona do Clube Desportivo os Águias, Praça José Rodrigues Faustino Pinhão, Igreja e Mercado Municipal, sendo assim criado um eixo de mobilidade urbana ligando vários sectores do comércio tradicional e serviços (Banco, Correios, Finanças e Conservatória), sendo também que com esta alteração poderá surgir a atração dos passageiros de Autocarro que diariamente usam a paragem frente à Igreja.

“É de referir que esta proposta de mobilidade e reconfiguração é de vital importância para o sucesso da intervenção em questão”, refere opresidente da Câmara, adiantando que foi já lançado o concurso público para a empreitada de execução.

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