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Fechar os mercados? Não, aumentar os seus dias!

Em Opinião

É possível responder às necessidades de todos com condições de segurança muito melhores do que as do grande prémio de fórmula1.

Os mercados são parte essencial da vida humana. Eles propiciam uma ligação direta, ou quase, entre o produtor e o consumidor. Os produtos que compramos são mais frescos, têm melhor qualidade e são mais baratos do que nos hipermercados.

Na reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, na qual participo enquanto eleito pela Assembleia Municipal, fiz duas propostas que deixei à reflexão da Câmara. Esta tem poderes legais para:

– Aumentar do n.º de dias da feira bimensal para diluir a concentração de consumidores – diminuindo o risco de contágio -, aumentar as possibilidades de venda e de compra, manter a vida do atual mercado do “campo da feira”;

– Alargamento do espaço do mercado diário; este é exíguo para as necessidades de segurança e procura crescente das pessoas, o que não falta é espaço adjacente.

Valorizo positivamente o facto de ter sido realizada a reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, que dias antes já tinha formalmente sugerido à Câmara. É importante que os vários intervenientes [Bombeiros, IPSS, Freguesias, Segurança Social, Hospital e Centros de Saúde…] no apoio às pessoas comuniquem entre si e com o Comandante Operacional da Proteção Civil [Comandante dos Bombeiros Municipais] prosseguindo uma articulação positiva. É importante que as empresas de serviços comunitários [energia, telecomunicações, água, recolha de lixos…] partilhem experiências, articulem procedimentos… É importante que, todos juntos, possamos ser úteis uns aos outros e não atrapalharmos uns aos outros.

Voltando à proposta para os mercados. Ao comprarmos no mercado local estamos a dar sustentabilidade à vida económica local e estamos a criar proximidade social. Esta compra é também uma opção ecológica, os produtos têm menor tempo de transporte e menor gasto energético. Há dias, numa grande superfície, vi passas de uva que vinham da Turquia!

A nossa opção deve favorecer o mais possível a atividade económica local, até porque ela é sempre o nosso melhor recurso sustentável e solidário quando necessitamos de abastecimento. Os pequenos comerciantes foram os primeiros a ir a casa dos vizinhos levar as compras.

Os tempos de crise afetam imenso os pequenos produtores e pequenos empresários – mas eles são a maioria do tecido empresarial.

Também na economia local é importante que, todos juntos, possamos ser úteis uns aos outros!

Já agora, em termos ideológicos: tudo isto demonstra a falha do pilar competição no capitalismo, a sociedade em que realmente vivemos. A solução é cooperação, não é competição!

Vítor Franco

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