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Bloco de Esquerda reúne com o Agrupamento de Escolas Ginestal Machado

Em Região

A deputada do Bloco de Esquerda Fabíola Cardoso, e o eleito da Assembleia Municipal de Santarém Vítor Franco e Jéssica Vassalo reuniram com António Pina, diretor do Agrupamento de Escolas Ginestal Machado, para conhecerem o impacto da pandemia covid-19 nas escolas do agrupamento.

Segundo a nota enviada à comunicação social pelo Bloco de Esquerda, entre as dificuldades identificadas e discutidas, os recursos informáticos, para alunos e professores, como equipamentos e acesso à internet, são uma das áreas prioritárias. “Não são só os alunos que precisam de um computador para terem as aulas à distância, existem professores que também precisam de um, para conseguirem dar devidamente as aulas nas plataformas digitais”, afirmou António Pina.

As dificuldades de pessoal, tanto ao nível de professores, como de outros técnicos e funcionários das escolas é outra preocupação. “Para além da contratação de mais recursos humanos, que ainda não foi operacionalizada, é necessário garantir formação adequada e estabilidade profissional a estas pessoas para que permaneçam na escola motivados e com condições de carreira”, defendeu Fabíola Cardoso.

Discutiu-se ainda o risco da municipalização da educação, “a autarquia não tem recursos para ficar com as escolas, não estão devidamente preparados nem familiarizados com a educação”, realçando a importância de a educação permanecer sob a tutela do Ministério da Educação, sendo que as medidas devem ser pensadas sempre a longo prazo em vez de curto prazo. “A nível imediato seria importante que se considerasse criar uma bolsa de professores para substituir os que estão infetados, em casa”, acrescenta António Pina. 

A deputada Fabíola Cardoso realçou a necessidade de haver uma comunicação clara com toda a comunidade escolar, para reduzir as dúvidas, ansiedades e inseguranças naturais quando se trata de crianças e suas famílias. Assim reforçando a confiança necessária para a adesão às medidas de contenção da Covid 19 implementadas no Agrupamento. Defendeu também a diminuição do número de alunos por turma, um reforço das medidas de apoio de saúde mental alargada a toda a comunidade escolar e a manutenção de atividades desportivas e científicas, pois as escolas não devem ser só aulas.

“É essencial o trabalho dos professores e de todas as todas as pessoas, para que as escolas continuem abertas aos alunos. Mesmo que as escolas só façam metade do que costumam fazer será sempre muito mais do que aquilo que os miúdos teriam se ficassem em casa,” concluiu Fabíola Cardoso.

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